Seu último jogo como titular foi na 10ª rodada do Brasileirão, contra o Atlético-MG; uma vitória de 2 a 1 do Inter fora de casa. Na 22ª rodada, ele voltou a representar o time e sem tomar gols, após substituir Renan, que se machucou contra o Vasco.
No período, a média de Renan é melhor, com 0,88 gols sofridos por jogo, contra 1,04 de Pato. O argentino, porém, ficou 12 jogos sem tomar gols, enquanto Renan esteve invicto em 11 partidas. Curiosamente, o experiente goleiro, de 37 anos, sofria com as mesmas cobranças que Renan antes de ser substituído, logo após a Copa do Mundo: as falhas na meta do Inter.
Na memória do torcedor, estavam lances como o gol de cobertura do Estudiantes, na Libertadores, após saída atrapalhada do goleiro argentino. Ainda pelo torneio sul-americano, a tentativa de drible num atacante do Banfield, que resultou na perda da bola para outro adversário e num gol anulado, também não foi esquecida pelos colorados. Contra o Ceará, no Brasileirão, o arqueiro argentino voltou a falhar: em chute mascado de fora da área, a bola que vinha em sua direção passou entre as mãos. Ainda assim, o Inter consegui vencer por 2 a 1.
Abbondanzieri, porém, teve destaque em momentos decisivos com a camisa do Inter. Contra o Deportivo Quito, no Equador, foi sua insistência com o quarto árbitro que fez o juiz reverter a decisão de um pênalti mal apitado contra o Colorado. Contra o Novo Hamburgo, numa das fases finais do Gauchão, ele se adiantou demais no primeiro gol dos adversários, mas após o empate em 3 a 3, defendeu o pênalti que garantiu a classificação do Inter.