"O Grêmio foi muito sensível e aceitou. Agora estou pronto para realizar o trabalho no Inter. Sou movido a desafios. Falei com o (Fábio) Koff e o (Paulo) Odone. Meus pais me ensinaram a sempre que abrir uma porta e não fechar a outra", explicou. Paixão contou que a saída do Tricolor foi natural, apesar de o time manifestar vontade de continuar com ele: "Foi uma tranquilidade total. Meu contrato ia até o final do ano e a futura direção colocou para mim que tinha interesse na minha permanência".
Na apresentação de Dunga, na quarta, o treinador já havia revelado o interesse em contar com o preparador, dizendo que "todo treinador deveria trabalhar com o Paulo Paixão". Faltava, porém, conversar com o Grêmio para acertar a liberação.
O preparador físico ressaltou que o empenho dos jogadores é fundamental para o trabalho dar certo no Colorado. "Eles têm que abraçar a ideia do comandante (Dunga) e sua comissão técnica. Se isso não ocorrer, não vai adiantar nada o nosso trabalho. Os jogadores são os protagonistas e podem levantar o clube", argumentou o profissional.
Paixão, que venceu as Copas do Mundo de 1994 e 2002 com a Seleção Brasileira, já trabalhou no Internacional em meados da década passada, saindo de lá para trabalhar no CSKA Moscou. Voltou ao País em 2010, para trabalhar no Grêmio, clube no qual já havia trabalhado com Felipão, nos anos 1990, e na virada do século.