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Pezzolano admite ‘golpe duro’ no Gre-Nal e cobra reação imediata do Inter

Técnico reconhece momento difícil, assume responsabilidade pelas mudanças e afirma que duelo com o Santos, domingo, “é tudo” para o Colorado

Paulo Pezzolano lamentou a derrota na Arena, mas projetou recuperação contra o Santos
Paulo Pezzolano lamentou a derrota na Arena, mas projetou recuperação contra o Santos Foto : MAURO SCHAEFER

O peso da eliminação no Gre-Nal 454 foi sentido nas palavras de Paulo Pezzolano. Depois da derrota por 3 a 1 para o Grêmio, na Arena, que tirou o Inter da Copa do Brasil, o treinador classificou o resultado como “o golpe mais duro do ano” e deixou claro que não há tempo para lamentações. O foco, segundo ele, precisa estar voltado integralmente para o Campeonato Brasileiro. O time colorado volta a campo domingo para enfrentar o Santos, no Beira-Rio, com a missão de vencer para sair da zona de rebaixamento.

“O sentimento é de merda. O golpe é duro, duríssimo, o mais duro do ano”, resumiu Pezzolano. Apesar da frustração, o técnico entende que o elenco precisa reagir rapidamente: “O sentimento é ruim, não tem como evitá-lo. Mas temos que superar. Ninguém queria perder, mas aconteceu. Agora, vamos pensar 100% no Brasileirão. E isso é uma coisa positiva para a gente focar”, afirmou.

A necessidade de vitória diante do Santos foi repetida diversas vezes pelo treinador. Pezzolano sabe que a margem para novos tropeços é cada vez menor e tratou o próximo compromisso como decisivo para a recuperação colorada. “O que acontece é que precisamos de resultados positivos. Precisamos ganhar domingo. O jogo contra o Santos é tudo para a gente”, destacou. “O próximo jogo temos que ganhar. Faz dez jogos que falo isso. Mas não tem outra coisa. Temos que ganhar do Santos.”

Pezzolano também assumiu a responsabilidade pelas alterações que tem feito na equipe. Questionado sobre uma possível insatisfação dos jogadores com as mudanças constantes, negou qualquer problema no vestiário e explicou que procura alternativas diante da falta de resultados. “Não tem insatisfação dos jogadores. Eles entendem as mudanças e que não há como jogar de uma forma apenas. Mas é culpa minha. Tenho que mexer, pois não estamos ganhando. Eu faço isso para buscar o melhor”, justificou.

Salários não são desculpa

O treinador também foi questionado sobre os problemas financeiros do clube e os atrasos nos pagamentos aos jogadores. Ele descartou que a situação esteja interferindo no desempenho da equipe dentro de campo. “Não é desculpa. Não tem nada que ver. O time tem que estar concentrado e está. Dentro do vestiário, os jogadores estão juntos, trabalhando. Estão todos trabalhando. Não tem coisa estranha alguma. O que acontece é que não estamos dentro de campo. Essa é a realidade”, afirmou.

Mesmo mantido no cargo, Pezzolano não estará à beira do gramado no confronto com o Santos. O treinador terá de cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo e acompanhará a partida das arquibancadas. “Não estou satisfeito. O trabalho pode ser bom, mas precisa de resultado. Não achava que seria tão difícil, mas está sendo e temos que enfrentar. Estamos dando a vida no dia a dia de trabalho, mas os resultados não estão vindo. Temos que continuar trabalhando”, concluiu.

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