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Piffero critica saída de meias sem planejamento

Ex-presidente do Inter citou negociações de Oscar, Tinga e Andrezinho

Piffero critica saída de meias do Inter sem planejamento
Piffero critica saída de meias do Inter sem planejamento Foto : Bruno Alencastro / CP Memória
Antecessor de Giovanni Luigi na presidência do Inter, Vitorio Piffero não poupou críticas à falta de planejamento na venda de jogadores da atual administração. Em entrevista à Rádio Guaíba nessa quinta-feira, ele apontou principalmente o desmonte do meio-campo colorado sem a contratação de jogadores de qualidade para reposição.

"Houve uma preocupação com a possível saída do Damião, mas não foi feito isso em relação ao Oscar", frisou o ex-presidente. "Também foram liberados jogadores importantes como o Tinga, assim como ocorreu com o Andrezinho que era o 12º titular do Inter e peça importante do meio", apontou Piffero.

Atualmente, o técnico Fernandão conta com Dátolo e D'Alessandro como referências da criação no meio, mas ambos sofreram lesões em algum ponto e desfalcaram a equipe. "Não sou contra a venda, mas não vejo a previsão para a saída dos jogadores", enfatizou o ex-dirigente. "Acho mais importante prevenir isso no meio, onde o jogo se resolve, do que entre atacantes", reforçou.

Na opinião de Piffero, contudo, a falta de peças não é a única explicação para a sequência de resultados ruins do Inter. "Não estamos vendo algum esquema de jogo sendo implantado. Isso me deixa preocupado", analisou. "O Fernandão fez muitas mudanças em muito pouco tempo", sublinhou o ex-presidente.

"Passamos de quatro zagueiros, três volantes e três atacantes para cinco zagueiros, um volante, um meia, três atacantes. Inúmeras variações", citou Piffero. "Numa época que tem jogo quarta e domingo, tenho certeza que não tem como treinar essas alterações todas. As passagens da direita para esquerda também tenho certeza de que não foram treinadas," acrescentou.

Piffero fez campanha para a eleição de Luigi em 2010 mpara o biênio 2011/2012. Apesar da aliança inicial, a dupla sofreu um racha por conta das negociações sobre as obras do Beira-Rio. O ex-presidente era a favor da reforma ser executada com verba do próprio Inter somada à negociação do estádio Eucaliptos. Luigi, porém, definiu a terceirização com a Andrade Gutierrez.

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