"É ruim para o Inter, pois vamos perder a oportunidade de rentabilizar o nosso patrimônio após o investimento inicial. Os clubes de Rio e São Paulo vão crescer muito a partir do novo contrato de televisão. O Corinthians recebe mais que todos, e muito mais que o Inter", analisou o ex-dirigente. "Sabemos que o faturamento de um clube é sinônimo de futebol. Com isso, vamos faturar menos e, se faturarmos menos que os clubes de lá, teremos menos investimentos, com pior qualidade dos jogadores", relatou.
Ele criticou também o fato da Andrade Gutierrez poder romper o contrato unilateralmente e sem custos, no caso de não conseguir crédito para a obra em 120 dias. "Eu disse que iria entrar na fila para rezar. Agora, a empresa tem até 120 dias para desistir, ou meados de abril. Daí ficamos sem obra e sem dinheiro, pois a Andrade Gutierrez recebe a primeira parcela do contrato, de R$ 26 milhões. Vamos torcer para que saia, mas não vamos deixar de pensar que é um péssimo negócio para o Inter", definiu.
Piffero explicou, ainda, como era o planejamento para o Colorado reformar o Beira-Rio sem firmar parceria. "A obra era de R$ 158 milhões e tínhamos R$ 54 milhões. Faltavam R$ 104 milhões. Dividindo isso por R$ 30 mil, davam 3,5 mil cadeiras perpétuas. Ali estaria o dinheiro", afirmou o ex-dirigente. "Mas o presidente Giovanni Luigi mudou esse planejamento. Ele fez uma gestão de continuidade sem dar continuidade."