Inter

Piffero reclama de alteração em balanço do Conselho Fiscal do Inter

Órgão do clube apontou ressalvas nos gastos da gestão do ex-presidente colorado

Piffero reclama de alteração em balanço do Conselho Fiscal do Inter
Piffero reclama de alteração em balanço do Conselho Fiscal do Inter Foto : Bruno Alencastro / CP Memória
O ex-presidente do Inter Vitorio Piffero contestou o fato de o Conselho Fiscal ter alterado a forma de como são avaliadas as contas do clube. Nesta quarta-feira, reportagem do Correio do Povo informou que o órgão do clube apontou que há ressalvas quanto ao balanço financeiro de sua gestão (2007-2010). Ele disse que explicará os itens duvidosos na próxima reunião do Conselho, mas afirmou ter ficado ofendido por ter sido chamado de “maquiador de dados”.

• Ouça entrevistas de Vitorio Piffero nos links no pé da matéria

“No parecer do Conselho Fiscal lamentavelmente existe uma alteração sobre a forma como são avaliadas as contas do Inter. Nesse parecer, foram lançadas provisões, que não são certeza de compromissos que o clube tem a pagar, que teoricamente existem desde o século passado, no que tange a multa do banco central e a questão do IPTU, que é uma coisa muito antiga”, afirmou Piffero, em entrevista à Rádio Guaíba.

De acordo com o ex-dirigente, as dívidas antigas não haviam sido relacionadas em outros balanços desde o ano 2000. “Agora são colocados. A grande pergunta que eu coloco é ‘por que agora essa multa de 2000 surge agora em 2010? E a do IPTU, que é anterior, por que surge agora?’”, questiona. “De forma, assim, a maquiar o resultado do exercício e transformar um déficit, reconhecido pelo Conselho Fiscal, de R$ 2,6 milhões num déficit, com essas provisões, para R$ 21 milhões.”

Cartões corporativos

Piffero disparou contra os supostos abusos dos cartões corporativos do Inter. Segundo ele, eram sete cartões: “Um para o presidente, dois para os vices e quatro para o futebol. Um para o Giovanni (Luigi), que não sei se usou, o Fernando (Carvalho), que não usou, e dois para os diretores administrativos, o Adriano Loss e o Newton Drummond, esses pagavam as despesas da delegação”, explicou. Cerca de um mês atrás, ele havia dito que eram oito cartões.

O ex-presidente condenou as críticas ao uso de cartões corporativos do Inter. “É uma bobagem que estão falando. É inominável”, esbravejou. “Toda a despesa com cartão de crédito sai no extrato.” Ainda assim, uma das medidas do seu sucessor, Giovanni Luigi, foi reduzir o número de pessoas com o benefício.




Bookmark and Share