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“No parecer do Conselho Fiscal lamentavelmente existe uma alteração sobre a forma como são avaliadas as contas do Inter. Nesse parecer, foram lançadas provisões, que não são certeza de compromissos que o clube tem a pagar, que teoricamente existem desde o século passado, no que tange a multa do banco central e a questão do IPTU, que é uma coisa muito antiga”, afirmou Piffero, em entrevista à Rádio Guaíba.
De acordo com o ex-dirigente, as dívidas antigas não haviam sido relacionadas em outros balanços desde o ano 2000. “Agora são colocados. A grande pergunta que eu coloco é ‘por que agora essa multa de 2000 surge agora em 2010? E a do IPTU, que é anterior, por que surge agora?’”, questiona. “De forma, assim, a maquiar o resultado do exercício e transformar um déficit, reconhecido pelo Conselho Fiscal, de R$ 2,6 milhões num déficit, com essas provisões, para R$ 21 milhões.”
Cartões corporativos
Piffero disparou contra os supostos abusos dos cartões corporativos do Inter. Segundo ele, eram sete cartões: “Um para o presidente, dois para os vices e quatro para o futebol. Um para o Giovanni (Luigi), que não sei se usou, o Fernando (Carvalho), que não usou, e dois para os diretores administrativos, o Adriano Loss e o Newton Drummond, esses pagavam as despesas da delegação”, explicou. Cerca de um mês atrás, ele havia dito que eram oito cartões.
O ex-presidente condenou as críticas ao uso de cartões corporativos do Inter. “É uma bobagem que estão falando. É inominável”, esbravejou. “Toda a despesa com cartão de crédito sai no extrato.” Ainda assim, uma das medidas do seu sucessor, Giovanni Luigi, foi reduzir o número de pessoas com o benefício.