O último deles foi a taça do Gauchão, há uma semana, vencida de forma antecipada. Com a Seleção, Dunga foi campeão da Copa América e da Copa das Confederações. Acabou com a medalha de bronze na Olimpíada de 2008 e com a eliminação nas quartas de final da competição mais importante que disputou, a Copa da África.
As taças já viraram rotina. Segundo apurou uma fonte no vestiário colorado, a simplicidade e a honestidade com que Dunga trata todos é um dos pontos fortes. O treinador diz o que quer, faz uma avaliação direta do trabalho e evita comentários externos ou pelas costas dos integrantes da comissão técnica e atletas.
Um dos líderes do elenco e jogador que trabalhou com diversos treinadores na carreira – como Alex Ferguson, que se aposentou na última semana –, Diego Forlán fez avaliação semelhante. "Ele foi um grande jogador e coloca experiência. É um treinador exigente. Mas quando damos o que ele quer, e ganhamos, ele sabe que é bom compensar. É muito legal trabalhar, dar o melhor, e ganhar a compensação do treinador", comentou o uruguaio.
A liderança exercida é a mesma dos tempos de volante brigador e de lançamentos precisos no Japão, quando era ainda comandado pelo preparador físico Paulo Paixão, seu atual parceiro. Mas o cargo "novo" exige mais de Dunga: o diretor de futebol Luís César Souto de Moura afirmou que, em comparação quando passou pelo vestiário como jogador, o capitão do tetra agora é muito mais falante.
Paixão como fiel escudeiro
Desde que se tornou treinador de futebol, Dunga sempre teve ao seu lado a figura de Paulo Paixão. O preparador físico estava na Seleção Brasileira e integra a comissão técnica do capitão do tetra. O Inter foi o buscar no rival Grêmio no início do ano para reeditar a parceria, que teve ainda capítulos no Japão, quando ambos defendiam o Jubilo Iwata.
A sintonia entre os dois é algo latente. Por exemplo, apenas Dunga e Paixão falam pela comissão técnica. Nenhum outro integrante, como os auxiliares técnicos, dão entrevistas. A relação é construída em cima de uma confiança que gera os bons resultados.
"Acho que o principal nesta situação é que a gente tenha confiança. É o que é necessário para essa relação, de às vezes só no olhar se entender. O meu entendimento com o Dunga tem isso, cada um tem a confiança no outro e entende quando acontece as tomadas de decisão. O Dunga foi meu jogador, então o conheço bem, temos esse entendimento muito bom. Temos essa confiança", comentou Paixão.