Apesar de a saída de Luis Zubeldía ter sido comemorada por parte da torcida do São Paulo, o treinador deixou boa impressão nos bastidores do clube. Relatos vindos do Morumbi descrevem o argentino como alguém que “vive o clube”, “é intenso em tudo que faz” e, além disso, um “extraordinário ser humano”. Livre no mercado, ele demonstra interesse em permanecer no Brasil e, hoje, é o favorito da direção colorada, embora não seja a única opção. O Inter trabalha também com “plano B e plano C”.
Aos 44 anos, Zubeldía comandou o São Paulo entre abril de 2024 e junho deste ano. É adepto de um futebol ofensivo e direto, com transições rápidas. Seu temperamento, no entanto, já atrapalhou a carreira: é conhecido pelo comportamento explosivo, com expulsões frequentes, cartões amarelos e discussões à beira do campo. Reclama dos árbitros, gesticula e já protagonizou entrevistas polêmicas, em que se atritou com jornalistas.
Mas engana-se quem pensa que a pouca idade significa falta de experiência. Zubeldía encerrou precocemente a carreira como jogador, aos 23 anos, devido a uma lesão grave, e virou técnico logo em seguida. Seu primeiro trabalho foi no Lanús, em 2008, onde permaneceu até 2010. Depois, acumulou passagens por Barcelona-EQU, Racing-ARG, LDU-EQU, Santos Laguna-MEX, Independiente Medellín-COL e Cerro Porteño-PAR. Seu maior destaque antes de chegar ao Morumbi foi na LDU de Quito, onde conquistou o Campeonato Equatoriano e a Copa Sul-Americana de 2023. No São Paulo, embora não tenha levantado taças, entregou boas campanhas no Brasileirão e somou rodagem em competições continentais, como a Libertadores.
OUTRAS OPÇÕES. Entre as alternativas, um nome que também agrada é Ramón Díaz, disponível no mercado e com histórico de trabalhos em clubes que precisavam de recuperação no Brasileirão. Foi assim no Corinthians e no Vasco, ambos ameaçados pelo rebaixamento quando o argentino assumiu. Já Odair Hellmann chegou a ser avaliado, mas deve permanecer no comando do Athletico-PR, que atualmente disputa a Série B.