Nos últimos meses, o Inter tem realizado jogos do Campeonato Brasileiro em meio às obras de reforma do estádio. A iniciativa não foi vista como um problema por Valcke. "Isso não é um empecilho desde que o estádio seja entregue em dezembro de 2013. Estamos cientes das partidas que são realizadas aqui, mas depois disso a construtora terá tempo para finalizar os trabalhos. Tenho a confiança de que o Beira-Rio estará pronto", argumentou.
Em função do ataque ao mascote da Copa do Mundo no começo de outubro, a empresa Coca-Cola afirmou que não recolocará Tatu-bola no Largo Glênio Peres. Para Valcke, o símbolo do evento poderá ser utilizado por Porto Alegre, desde que não seja associado a outros patrocinadores.
Em âmbito nacional, Valcke deixou claro que a Fifa não tem a intenção de eliminar o comércio informal nos arredores dos estádios, mesmo que a entidade seja a dona das arenas durante o período da Copa do Mundo. "Temos os nossos patrocinadores e sem eles não existiria a competição. No entanto, nós não queremos tirar o público do evento. Queremos que eles façam parte disso também", frisou.
Luigi comemora elogios de Valcke
O presidente do Inter, Giovanni Luigi, comemorou os elogios do secretário-geral da Fifa. "Isso mostra que prefeitura, governo do Estado e o Inter estão fazendo um grande trabalho. Ele (Jerôme Valcke) estava bem atualizado sobre as obras e disse que a visita foi feita apenas para constar porque ele confia na conclusão das obras em dezembro de 2013", lembrou.
Luigi relatou que uma das medidas que contribuíram para satisfação de Valcke foi a contratação de uma empresa fiscalizadora da obra. "Temos pessoas que analisam os materiais que estão sendo empregados em cada etapa da obra. Reitero que isso é fruto de um trabalho harmonioso do clube com os dirigentes estaduais e municipais", disse.
Fortunati e Valcke inspecionam obras do Beira-Rio | Foto: Jefferson Bernardes / AFP / CP