Muito antes de o árbitro apitar o final do jogo, o estádio já estava se esvaziando. A torcida, já sem esperanças, foi embora antes do apito final e nem viu o desfecho da derrota colorada para o Flamengo, na noite desta quarta-feira, por 2 a 0, no Beira-Rio. Foi o terceiro jogo seguido contra o clube carioca, e a terceira derrota do Inter. Quando finalmente a partida acabou, os torcedores, que apoiaram muito desde antes mesmo do início, vaiaram com força.
“A gente jogou em casa, mas faltou. No confronto contra uma equipe de qualidade como o Flamengo, faltou algo da nossa parte. Agora, temos que ter a cabeça no lugar. A gente fica frustrado, junto com o nosso torcedor…”, lamentou o capitão Alan Patrick, que já negocia a renovação do seu contrato por mais um ano — até o final de 2027.
O problema é que, como Alan Patrick admitiu, o Inter não conseguiu enfrentar o Flamengo. Não chegou a faltar força de vontade. O que faltou foi qualidade ou um tipo de estratégia que pudesse ser montada por Roger Machado para dar ao time ferramentas que lhe permitissem ao menos equilibrar a partida. “Precisamos rever algumas coisas porque precisamos de mais para competir”, lamentou Alan Patrick.
O Inter, agora, só tem o Campeonato Brasileiro para disputar até dezembro. E neste sábado enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão, com a missão de conquistar pontos para subir na tabela e, quem sabe, sonhar com a volta à Libertadores em 2026.