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Presidente do Conselho mantém reunião para votação das contas do Inter

Movimentos políticos contestam contabilização de recompra dos direitos do Brasileirão e apontam possível distorção no balanço financeiro

Alessandro Barcellos, no centro, junto com o presidente do CD, Gustavo Juchem
Alessandro Barcellos, no centro, junto com o presidente do CD, Gustavo Juchem Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

O presidente do Conselho Deliberativo do Inter, Gustavo Juchem, decidiu manter a reunião marcada para esta segunda-feira, quando serão apreciadas as contas do clube referentes ao exercício de 2025. A definição ocorreu após pedido de adiamento protocolado por oito movimentos políticos do Inter na última sexta-feira.

No mesmo dia em que recebeu o requerimento, Juchem deferiu parcialmente a solicitação, autorizando o acesso aos documentos complementares pedidos pelos grupos e às manifestações do Conselho Fiscal e do Conselho de Gestão. Após a análise, porém, optou pela manutenção da sessão do Conselho Deliberativo.

Os movimentos políticos alegam que não houve tempo suficiente para análise detalhada da documentação financeira em razão do atraso no envio das informações pela atual gestão ao Conselho Fiscal. Além disso, contestam principalmente a forma como foi contabilizada a recompra dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, realizada no ano passado.

Segundo o documento apresentado pelos grupos, o investimento de R$ 109 milhões na recompra dos direitos do Futebol Forte União, oficializada em fevereiro de 2025, teria sido registrado de forma que “mascara” o resultado contábil do período, apresentado como superávit. O Conselho Fiscal recomendou a aprovação das contas, mas fez ressalva justamente em relação à contabilização da operação.

Conforme o requerimento encaminhado à mesa diretora do Conselho Deliberativo, a “manutenção do registro atual mascara um déficit estimado superior a R$ 100 milhões, transformando-o em um superávit artificial de R$ 8,9 milhões”.

Os grupos também pedem que o Conselho de Gestão refaça a planilha financeira, incluindo o valor integral da recompra dos direitos do Futebol Forte União como despesa. Na avaliação dos signatários, a medida corrigiria a suposta distorção nas demonstrações contábeis apresentadas pela administração colorada.

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