"O clube tem força nos bastidores, mas tem sido vítima do azar. É inegável que a arbitragem é ruim de maneira geral, mas contra o Palmeiras os erros têm sido mais frequentes. Não é por força de bastidores, é obra do caso", declarou.
A ira do treinador tem relação com a anulação do gol. Depois de validá-lo, o árbitro Francisco Carlos Nascimento (Fifa-AL) teria recebido auxílio externo para voltar atrás. Os palmeirenses acusam o delegado Gerson Baluta, que estava na beira do gramado, de interferir na decisão, o que não é permitido legalmente.
A cobrança de atitude nos bastidores não é novidade no Palmeiras. Felipão, antecessor de Kleina, criticou diversas vezes o comportamento da cúpula e pedia força na CBF. A insatisfação de Kleina acontece dois dias depois de o Verdão ser o único clube a não enviar nenhum representante para o Conselho Arbitral do Paulistão 2013, na última quinta.
Com a palavra, Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD
"Para analisarmos o caso, depende do Palmeiras. O Tribunal tem de avaliar o recurso que eles entrarem. O clube que tem de entrar. Eles têm de comprovar que foi um erro de direito para depois tentar impugnar. O Palmeiras tem de avaliar. Estou no Tribunal há oito anos e pelo o que vi até o momento acho isso difícil. Para impugnar ou mudar o resultado tem de ter erro de direito, seria o árbitro desconhecer a regra, ou não aplicar a regra de acordo. Palmeiras tem de apontar a regra que foi violada, a influência externa vai ter que provar que houve. Qual a norma que proíbe isso. Tem de fazer o pedido, uma série de formalidades, para o Tribunal avaliar. Não vamos fazer nada, vamos esperar se o Palmeiras quiser entrar. Não dá para saber se houve ou não houve essa influência. É subjetivo, já que para pressionar o árbitro o tempo todo eles também usam muito a influência externa."
Bate-bola com Piraci Oliveira
Qual atitude o clube vai tomar?
O Palmeiras está analisando tudo ainda. Não está nada definido. Vamos tomar uma posição nesta segunda, porque ainda estamos estudando e buscando provas. É fato que houve interferência externa, isso salta aos olhos. A questão é conseguir provar isso para pedir a impugnação do jogo.
Como é defender a validação de um gol de mão?
O Palmeiras foi prejudicado em diversos jogos: contra Cruzeiro, Grêmio, Botafogo, mas em nenhuma dessas situações o jogo foi parado para ver o que foi feito de errado. A falta contra o Cruzeiro foi fora da área; teve pênalti ao nosso favor contra o Grêmio, no Henrique. É claro que não estou defendendo o errado, o ilegal. Só deve haver uma isonomia de quem julga as partidas.
O Palmeiras espera que o STJD tome alguma atitude?
Eles poderiam até pedir a impugnação, mas ao que me parece não vai ser isso que eles vão fazer. Por isso vamos nos reunir e até terça (amanhã) devemos definir.