A primeira audiência do caso Victor Ramos, que discute o possível retorno do Inter à Primeira Divisão, foi suspensa na manhã desta terça-feira em Lausanne, na Suíça. De acordo com o diretor do Vitória, Augusto Vasconcelos, a sessão foi paralisada porque o clube argumentou que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) não teria competência para julgar matéria.
"O Esporte Clube Vitória sai satisfeito da audiência. Consideramos que essa suspensão foi uma vitória porque arguimos em preliminar que não haveria competência do TAS para julgar matéria. Não houve julgamento, mas acreditamos que a nossa tese sairá vitoriosa porque é muito consistente. O Vitória não praticou nenhuma irregularidade e tenho convicção de que saíremos vitoriosos assim como aconteceu em campo", disse Vasconcelos em entrevista à Rádio Guaíba.
Vasconcelos afirmou que a defesa em relação ao mérito da questão foi apresentada de forma escrita, com documentos do Vitória e da CBF. "Hoje na audiência não houve espaço para avaliação do mérito em função da nossa preliminar. Nós dissemos que o TAS não seria competente para avaliar o caso porque não é um caso de recurso do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas sim contra uma decisão unilateral e monocrática da Procuradoria de Justiça Desportiva. Foi ponto positivo para o Vitória", reiterou.
O diretor do Vitória afirmou que reunirá a equipe para discutir o que será feito, mas explicou que a tendência é de retorno ao Brasil.
Sem frustração do lado colorado
Após Vasconcelos, o vice-presidente Jurídico do Inter, Gustavo Juchem, concedeu entrevista e explicou como foi a audiência. Segundo ele, a suspensão já era algo previsto pelos represetantes do clube, que ainda conta com três advogados locais.
"A audiência correu bem e houve essa interrupção. Não podemos comentar muito do que aconteceu, até porque agora o painel de árbitros vai deliberar sobre as questões iniciais que foram expostas pelas partes. Não há frustração, porque a suspensão ocorreu porque os integrantes do painel têm um tempo limitado e precisavam de um período para decidir algumas coisas. Era melhor que isso acontecesse agora", relatou Juchem.
A exemplo do representante do Vitória, Juchem disse que saiu com sensação boa da primeira audiência sobre o caso Victor Ramos. "Saímos com uma sensação boa, de consciência tranquila e dever cumprido. Vamos aguardar a decisão do TAS serenamente e confiamos no julgamento da corte. Já tivemos a chance de expor as razões para abertura do processo e apenas um perito foi questionado até agora. As coisas estão caminhando conforme o esperado", reiterou.
Primeira audiência do caso Victor Ramos é suspensa na Suíça
Diretor do Vitória considerou suspensão de sessão um triunfo do clube baiano