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Prisões da diretoria da AG não impactam na operação do Beira-Rio

Dirigentes do Inter afirmaram que clube não tem mais relação com empreiteira

Prisões da diretoria da AG não impactam na operação do Beira-Rio
Prisões da diretoria da AG não impactam na operação do Beira-Rio Foto : Alexandre Lops / Inter / Divulgação / CP
A prisão de integrantes da diretoria da Andrade Gutierrez (AG) pela Polícia Federal (PF) sob acusação de atos de corrupção não impacta na operação do Beira-Rio. Pelo menos, é o que defendem tanto os atuais dirigentes colorados quanto aqueles que estiveram envolvidos na assinatura do contrato com a construtora, em março de 2012. De acordo com eles, o clube não tem mais relação com a AG  - apenas com a Brio, empresa constituída pela construtora e por sua sócia na reforma do Beira-Rio, o Banco Pactual, para administrar os seus ativos no estádio.

O presidente da AG, Otávio Azevedo, e os executivos César Ramos Rocha e Flávio Lúcio Magalhães, também da empresa, estão entre os presos da 14º  fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira. Executivos da Odebrecht, também construtora, foram detidos ontem na mesma fase.

“O contrato assinado protege o Inter. A operação do Beira-Rio não corre nenhum risco”, afirma o conselheiro Luís Anápio Gomes, que pertencia à diretoria do presidente Giovanni Luigi e participou ativamente da negociação com a Andrade Gutierrez.

A blindagem do Inter ocorre porque os negócios do clube ocorrem em paralelo com os da Brio. Cada um vende ou loca as suas áreas no estádio, sem interferências um sobre o outro.  A Brio, porém, apresentou prejuízo em 2014. Mesmo assim, manteve em dia o pagamento do financiamento contraído junto ao BNDES. Os recursos provinham dos sócios AG e Pactual. “Se por algum motivo a AG não tiver condições de honrar o financiamento, o Pactual vai pagar. Além disso, a Brio tende a equilibrar-se em 2015 com a operação a pleno do Beira-Rio”, acredita um dirigente.

Clube deve receber valores em julho

O Inter ainda não concluiu a operação de empréstimo que  injetará cerca de R$ 40 milhões nos cofres do clube. A estimativa do vice de finanças, Pedro Affatato, é que o clube receba o dinheiro até o início de julho.

D´Alessandro dispensa a folga

D’Alessandro abriu mão da folga de quatro dias concedida pelos dirigentes e passou a treinar, neste período, com o Inter B. Ele deve voltar ao time contra o Santos, no próximo domingo. A folga segue até as 16h de terça-feira.