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"Problema para a Polícia Federal": crítica de dirigente do Inter a Gustavo Grossi repercute internamente

Paulo César Oliveira atacou o trabalho do ex-gerente da base em entrevista na TV; clube nega indícios de irregularidade e evita comentário oficial

Passagem de Gustavo Grossi pelo Inter durou três anos. Hoje, ele atua na AFA
Passagem de Gustavo Grossi pelo Inter durou três anos. Hoje, ele atua na AFA Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

A passagem de Gustavo Grossi pela gerência geral das categorias de base do Inter, que durou três anos e terminou em fevereiro de 2024, deixou uma série de admiradores, mas também vários detratores. Um deles é Paulo César Oliveira, que assumiu a função de coordenador técnico da base logo após a saída do argentino.

Na última terça-feira, durante participação no programa Cadeira Cativa, da Másper TV, PC fez duras críticas ao antecessor e chegou a insinuar que o trabalho de Grossi poderia envolver questões legais.

"Bom. Nós passamos um ano lá tentando arrumar os desmandos do executivo anterior. Mas isso é um problema para a Polícia Federal. A minha função é apenas informar os demais clubes do Brasil para que esse senhor não volte a trabalhar no país em hipótese alguma. O que ele fez na base do clube é surreal", afirmou PC, após pergunta do jornalista Luiz Carlos Reche, sem citar Grossi nominalmente, mas deixando clara a referência.

Os dirigentes colorados estão evitando uma manifestação oficial sobre o assunto. Porém, o Correio do Povo apurou que não há qualquer indício formal de irregularidade durante a passagem de Grossi pelo Inter. Ou seja, a frase de PC Oliveira seria um "exagero". Além disso, a sua opinião sobre a qualidade do trabalho do argentino não é unânime dentro do clube.

As declarações de PC, aliás, causaram constrangimento entre dirigentes colorados, que temem repercussões negativas na imagem institucional do Inter. Procurado pelo CP, o coordenador técnico não se manifestou.