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Procurador do TJD critica julgamento do Inter: “Frankenstein jurídico”

Caso de briga em Veranópolis deverá ser analisado pelo pleno do TJD a partir da próxima semana

Inter terá de pagar multa por conta de briga de torcedores em Veranópolis
Inter terá de pagar multa por conta de briga de torcedores em Veranópolis Foto : Twitter Guaíba Esportes / CP
O procurador do Tribunal de Justiça Desportiva, Alberto Franco, criticou o resultado do julgamento do Inter, no qual o clube foi punido com multa de R$ 50 mil após uma briga na torcida colorada no jogo contra o Veranópolis, no estádio Antônio David Farina. Para ele, que participou do julgamento, a punição deveria ter sido mais pesada por conta das cenas de violência – que chegaram a interromper o jogo por 17 minutos.

“Saí espantado com o resultado”, afirmou Franco à Rádio Guaíba na tarde desta quinta-feira, horas após a decisão da corte. “Achei um Frankenstein jurídico”, resumiu. A decisão deverá ser contestada a partir da semana que vem no pleno do TJD.

Conforme ele, a condenação às torcidas organizadas Camisa 12 e Popular – suspensas por um ano – não tem fundamento. “Torcida organizada não é submetida ao CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva)”, lembrou. Segundo ele, o responsável por torcidas organizadas é o clube, no caso o Inter. “Em um eventual descumprimento desta decisão, não temos nem como aplicar pena ou fazer cumprir. Não tem previsão legal”, acrescentou, citando que as punidas não estavam citadas no processo e não tiveram defesa no TJD.

Alberto Franco também enfatizou que não importa se o Inter pagou ou não para as torcidas organizadas irem à partida e que, por isso, deverá responder pelos atos praticados por elas: “Elas são parte do clube, representam o clube fora de Porto Alegre. O Inter assume o risco por ter essas torcidas como representantes nos estádios fora de Porto Alegre”.