O desenho acima é a consequência de meses de trabalho dos dirigentes e de técnicos contratados. Ele leva em consideração uma série de sugestões e opiniões, inclusive de associados e conselheiros, e também absorve o resultado de uma pesquisa que entrevistou 800 associados. "O Inter está montando o modelo mais acessível e mais inclusivo do Brasil. E isto só ocorre porque o negócio feito com a Andrade Gutierrez lá atrás nos permite", observa o presidente da comissão de obras do Beira-Rio, Maximiliano Carlomagno.
Na pesquisa feita entre os associados ficou evidente que eles não gostariam de ser realocados atrás das goleiras e que até aceitariam pagar um valor mais alto para ficar em um local melhor. A partir disso, o Inter modificou o projeto inicial e chegou a este que é trabalhado atualmente.
Por isso, o clube resolveu aumentar o espaço para os associados de 21 mil para 25 mil, levando os dois setores que ficam atrás dos duas goleiras até as intermediárias do gramado. Na área próxima à linha que divide o campo, em ambos os anéis, está projetada a colocação de cadeiras especiais.
O lado da antiga social, na arquibancada inferior, será administrado e vendido pela BRio. O restante será do Inter, com valores que devem partir de R$ 180 mensais. Os cerca de 70 mil associados sem direito a ingresso disputarão os lugares que sobrarem após o check-in, que deverá ser obrigatório. "Os lugares no centro do gramado na arquibancada inferior são os mais valorizados em todos os estádios do mundo. O Inter, junto com seus sócios, vai decidir se abrirá mão ou não desta receita", finaliza Carlomagno.