Finalmente, após um ano de debates e reuniões, um grupo de trabalho, composto por nove conselheiros, escolhido para elaborar um novo texto para o estatuto do Inter, concluiu o projeto. A proposta foi entregue no início da semana para o presidente do Conselho Deliberativo, Ibsen Pinheiro, e traz, como principal novidade, uma regra que modifica a cláusula de barreira e torna a participação dos associados na eleição para presidente praticamente inevitável.
A proposta da comissão diz que para eleger um presidente em primeiro turno, ele teria de ter no mínimo 85% dos votos dos conselheiros, coeficiente tido como inviável de ser obtido no atual contexto político. A regra atual impõe um segundo turno somente no caso de dois candidatos alcançarem pelo menos 25% dos votos dos conselheiros no primeiro turno, algo que não ocorreu na eleição de Giovanni Luigi, em 2012.
Presidente do CD promete acelerar processo
Ibsen promete acelerar o processo. Agora, ele remeterá a proposta para os conselheiros, que têm um prazo para apresentarem emendas ao texto. "O trâmite interno pode ser simples ou complicado. Se for simples, será aprovado rapidamente e valerá para a próxima eleição. Se muitos conselheiros apresentarem emendas e se essas emendas forem polêmicas, será complicada e o tempo de tramitação fica imprevisível", admite Ibsen Pinheiro.
Outras questões polêmicas, como o tempo de mandato do presidente (que cogitou-se estender de dois para três anos) ou a cláusula de barreira na eleição para o Conselho Deliberativo (que é de 15%) ficaram inalteradas na proposta de texto elaborada pela comissão. Para valer na eleição, o estatuto deve ser aprovado pela Assembleia de Sócios até setembro, aproximadamente.