Afundado na zona de rebaixamento e sem vencer há quatro rodadas do Campeonato Brasileiro, o Inter vive uma das piores crises de sua história - a pior de todas, segundo o ex-presidente e atual vice de futebol, Fernando Carvalho. Porém, não há solução mágica para sair dessa situação, segundo a avaliação dos dirigentes. A receita defendida por eles é manter a rota do trabalho, tentando oferecer estabilidade ao grupo de jogadores e à comissão técnica. Ou seja, não há hipótese, neste momento, de Celso Roth perder seu emprego.
A pressão sobre o futebol colorado é inegável. Até durante a madrugada dessa segunda-feira, quando a delegação retornou de Belo Horizonte, havia um grupo de torcedores no aeroporto Salgado Filho protestando contra a má campanha no Brasileirão. Um outro contingente de colorados foi ao treino, à tarde, no CT Parque Gigante, para pressionar dirigentes, comissão técnica e jogadores. A residência de alguns dirigentes também foi “visitada” e vandalizada por torcedores durante a madrugada.
“Os protestos são normais e aceitáveis, mas não nas nossas residências. Daí, é demais”, afirmou o diretor executivo de futebol, Newton Drummond, que teve a porta da garagem pichada com ameaças.
“A cobrança aqui é válida. Eles têm todo o direito, pois a nossa situação no Brasileirão não é nada boa mesmo. Viemos de uma sequência de derrotas e de dez dias fora de casa. O torcedor está insatisfeito e tem total direito de se manifestar”, enfatiza o zagueiro Ernando, incumbido de dar entrevistas ontem à tarde.
Nessa segunda, em meio aos protestos, apenas os reservas trabalharam no gramado do CT Parque Gigante. Nesta terça, Celso Roth orienta o único treino em preparação ao jogo contra o Santos, amanhã, na Vila Belmiro. Apesar de a partida ser pela Copa do Brasil, é provável que o Inter utilize uma equipe parecida com a que perdeu para o Atlético-MG, domingo, em Belo Horizonte. A ideia é dar ritmo e conjunto ao time, que teve atuação elogiada por Roth — apesar da derrota por 3 a 1.
Os jogos que realmente interessam aos colorados são os dois próximos pelo Campeonato Brasileiro, ambos no Beira-Rio. Tanto o Figueirense, adversário deste sábado, quanto o Coritiba, que visita o Inter na outra quinta-feira.
A repetição do time melhora o coletivo, pois cada um passa a conhecer um pouco melhor cada companheiro. Essa repetição teve um pouco no início do ano e depois teve muito rodízio em busca do encaixe. De repente, manter a sequência desses jogadores que tiveram uma oportunidade, mantendo essa base, dará condições de o time crescer”, finaliza Ernando.
Protestos não alteram rumo do trabalho do Inter
Em meio a saraivada de críticas, dirigentes do clube garantem manutenção de Roth para buscar reação