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Ramón Díaz exalta trabalho e vê vitória como virada de chave no Inter

Técnico e auxiliar destacam pressão, empenho do grupo e projetam “guerra” contra o Santos na luta para afastar o Colorado do Z-4

A vitória do Inter por 2 a 1 sobre o Ceará, na noite de quinta-feira, na Arena Castelão, não apenas afastou o time da zona de rebaixamento, como também trouxe um alívio momentâneo para um ambiente até então marcado por enorme pressão. Após o duelo, o técnico Ramón Díaz e seu filho e auxiliar, Emiliano, falaram sobre a importância do resultado, o trabalho realizado nas últimas duas semanas e as expectativas para a reta final do Brasileirão.

Ramón iniciou destacando o impacto do período sem jogos, que permitiu à comissão técnica ajustar a equipe: “Tivemos duas semanas para trabalhar. E isso foi fundamental para que a equipe encontre a tranquilidade. Trabalhamos taticamente, inclusive com o Ricardo Mathias, porque sabíamos que o Borré e o Carbonero vinham cansados. Mas o Borré tem esse temperamento de jogar sempre.”

O treinador reconheceu o peso emocional que ronda o clube no momento: “Não é fácil jogar neste momento no Inter. É complicado, muita pressão. Mas o Inter foi bem. Eu gostei”. Segundo Ramón Díaz, o resultado também é fruto da capacidade do grupo de lidar com o cenário adverso. “Não é fácil jogar em uma situação dessas. Temos um grupo e uma equipe com qualidade e, mesmo não sendo fácil, conseguimos trabalhar. Agora, vamos ter um pouco mais de tranquilidade e confiança para sair desse momento complicado.”

Já Emiliano Díaz reforçou o quanto o triunfo consolida o que a comissão técnica vinha observando internamente. Ele destacou que o desempenho da equipe já merecia melhores resultados. “Estava nos faltando um pouco de sorte. A gente já merecia ganhar do Atlético-MG e do Bahia. O grupo está fechado e não merece estar nessa situação. Temos jogadores que já jogaram Copa do Mundo e Champions League. Eles têm experiência e estavam muito empenhados.”

Apesar da vitória, Emiliano evitou qualquer sinal de relaxamento. “Não vamos ficar mais tranquilos. Não podemos relaxar. Temos ambições maiores do que escapar do rebaixamento. Pelo contrário. A nossa exigência aumenta”, disse o auxiliar. E projetou o próximo desafio, na segunda-feira, contra o Santos, no Beira-Rio: “Temos que seguir sonhando com coisas maiores. A gente sabe que o grupo tem condições. Esse jogo contra o Santos vai ser uma guerra. Não vai ser fácil, mas vamos tentar ganhar, porque pensamos em mais do que sair da zona de rebaixamento”, finalizou.

Faltam quatro rodada para o final do Campeonato Brasileiro.

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