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Recompra de direitos de TV poderá tirar R$ 54 milhões do caixa do Inter no segundo semestre

Clubes da LFU tentar diminir de 20% para 10% o percentual de participação dos investidores nas receitas de televisão do bloco. Negócio, porém, trará problemas de caixa

Na semana passada, presidente Alessandro Barcellos garantiu que o clube não corre o risco de atrasar salários
Na semana passada, presidente Alessandro Barcellos garantiu que o clube não corre o risco de atrasar salários Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Conforme o previsto, o Inter e os demais clubes da Liga Forte Futebol (LFF) estão próximos de um acordo com os investidores para recomprar parte dos direitos de transmissão vendidos no ano passado. Embora o negócio possa aumentar a competitividade do clube no médio e longo prazos, ele cria um problema de caixa imediato. Isso porque a primeira consequência da recompra é que o Inter deixará de receber a segunda parcela, de R$ 54 milhões, que seria paga agora em novembro. A terceira, prevista para 2025, no mesmo valor, também não deve ser paga. O contrato entre a LFF e os investidores não foi assinado, mas um acordo já foi alinhavado entre as partes há alguns dias.

Em resumo, os clubes da LFF (além do Inter, Athletico-PR, Fortaleza, Cruzeiro, Botafogo, entre outros) venderam 20% de seus direitos de transmissão por 50 anos a um grupo de investidores. Pelo acordo, o Inter receberia R$ 218 milhões. Metade desse valor foi depositada nas contas coloradas no final do ano passado. Agora, com o novo acordo celebrado nesta quinta-feira, o percentual vendido caiu para 10%, o que explica a suspensão das duas parcelas finais.

Para equilibrar as finanças, o Inter terá que recorrer a outras fontes de receita, já que contava com a injeção dos R$ 54 milhões para fechar as contas. Na semana passada, o presidente Alessandro Barcellos garantiu que o clube não corre o risco de atrasar o pagamento de salários e direitos de imagem dos jogadores. Porém, na próxima segunda-feira, os dirigentes apresentarão um balancete dos primeiros sete meses do ano com R$ 144,3 milhões de déficit, um recorde histórico.

Por outro lado, a recompra dos direitos pode aumentar a competitividade dos clubes da LFF no médio e longo prazo, já que a Libra não vendeu seus direitos futuros.

Além disso, o Inter lançou no balanço de 2023 uma receita de R$ 218 milhões, referente à totalidade do negócio, o que gerou um superávit no ano. Como agora deve recomprar parte dos direitos, será necessário rever o resultado contábil de 2023.