"A diretoria trabalha com convicção e neste ano temos um conjunto limitado de recursos, ainda mais pela falta do Beira-Rio, que não traz apenas prejuízos econômicos. Nos jogos, sempre foi preciso buscar adaptação para contornar as dificuldades de atuar fora de casa. Além disso, não existe aquele zagueiro que colocaria um dos nossos defensores no banco de reservas", justificou Souto de Moura nessa segunda-feira.
Ao contrário do que o técnico Dunga disse, que segue atrás de um equilíbrio no Inter, Souto de Moura afirmou que o time busca justamente o desequilíbrio em favor dos gols marcados. "As duas coisas precisam acontecer. As tarefas defensivas têm de ser executadas de forma tal para evitar os gols sofridos, assim como as atribuições ofensivas devem ser realizadas para que seja possível fazer mais gols", explicou o dirigente.
Após a saída de Rodrigo Moledo, o Inter conta com seis zagueiros. Os mais experientes são Índio e Juan, enquanto Ronaldo Alves, Jackson, Romário e Alan são os mais novos.
Argumento esgotado
Usado anteriormente para minimizar o momento ruim no Campeonato Brasileiro, o argumento de que o Inter tem um jogo a menos - contra o Santos -, não pode mais ser utilizado, segundo o Luís César Souto de Moura. "Estamos em oitavo lugar e mesmo vencendo esta partida atrasada não chegaríamos ao G4. A justificativa está esgotada e nós precisamos vencer este jogo para recuperar os pontos perdidos", disse.