Está tudo encaminhado para a permanência de D’Alessandro no Inter até 2017. Os primeiros contatos entre dirigentes, o jogador e seus representantes já foram feitos há algumas semanas. O anúncio da renovação não tem data para acontecer. É provável, porém, que aconteça nas próximas semanas, antes do final do ano e das eleições que definirão o novo presidente do clube.
D’Alessandro chegou ao Inter em 2008. Com a camisa colorada, conquistou os grandes títulos da carreira. Criou um vínculo com o clube e com a torcida. Desde o início do ano, em suas entrevistas, nunca escondeu o desejo de permanecer, estendendo o seu atual vínculo, que vale até o meio da próxima temporada. A partir de dezembro, D’Alessandro poderia assinar um pré-contrato com qualquer outro clube.
“Já faz tempo que estamos tratando deste assunto, mas não há pressa. As duas partes têm interesse. O D’Alessandro quer ficar e nós queremos que ele fique. Então, não deve haver qualquer dificuldade na renovação”, admite o diretor de Futebol, Roberto Melo.
Sem exigências para ficar
O jogador não fez exigências para ficar. Consciente das dificuldades financeiras de todos os clubes brasileiros, nem cogitou aumentar seu salário. Ele já é um dos jogadores mais bem pagos no Brasil e recentemente foi incluído em uma lista da revista Forbes com um dos 15 maiores salários do futebol na América. Ele é o único argentino da relação e aparece em 13º lugar. Na Argentina, tem portas abertas no River Plate e no San Lorenzo, onde já atuou, mas não ganharia nem um terço do seu atual salário.
D’Alessandro completou 33 anos em 15 de abril. Se prorrogar a sua permanência até 2017, jogará até os 36 anos. Ou seja, será, muito provavelmente, o seu último contrato como atleta profissional. Depois de largar a bola, ele tentará desenvolver uma carreira ligada ao futebol, embora não pense em ser treinador. Em uma entrevista ao no início do ano, disse que gostaria de continuar trabalhando pelo Inter.