O Inter escolheu a Serra gaúcha como casa e firmou uma parceria com o Caxias. O Colorado paga um valor mensal para o clube grená, além de bancar algumas melhorias no Centenário – os refletores antigos do Beira-Rio, por exemplo, serão usados no estádio da Serra.
A parceria com o Caxias tem funcionado, mas o Inter já atuou em Novo Hamburgo durante o Campeonato Gaúcho e gostou do que viu. O técnico Dunga fez elogios ao estádio e principalmente ao gramado. O grupo de jogadores fez coro ao discurso do comandante, além de citar a proximidade do município com Porto Alegre. A torcida da Capital teria mais facilidade em acompanhar o clube durante o Brasileirão, que exige 15 mil lugares, no mínimo. Atualmente, o Vale conta com 4 mil. Mas garante já ter o projeto avançado para ampliar a capacidade
"A questão da capacidade está praticamente acertada. Estamos ainda conversando algumas questões de valores, de investimento, mas isso está encaminhado. Não seria problema", o presidente do Novo Hamburgo, Carlos Duarte.
Justamente por conta destes elogios, o Novo Hamburgo viu uma oportunidade. A data para aprumar todos os pontos é a segunda quinzena de julho. Partiu dos dirigentes anilados a iniciativa de procurar o Inter e oferecer o estádio do Vale como casa.
Contra a mudança colorada está o aproveitamento da equipe no Centenário. O time chegou aos 90% de aproveitamento até a derrota para o Bahia, neste domingo, quando a invencibilidade foi quebrada. Só que até isso não seria problema: nas três partidas que disputou em Novo Hamburgo o Inter venceu.