Contudo, o técnico admite que a frequência de dois jogos por semana vem cansando seus jogadores, como ocorreu com Tinga, mais uma vez afastado por medo de lesão muscular. A substituição do volante pelo meia Andrezinho, por exemplo, foi sentida pelo time. “Mudam as características porque o André, por mais técnica que tenha, não tem a mesma movimentação que o Tinga. Então a gente sente”, avaliou.
“Alguns jogos são muito pegados e, realmente, geram ainda mais cansaço nos atletas”, reconheceu, ao ser informado pelos jornalistas que Nei havia falado em exaustão devido ao confronto contra o São Paulo, na quinta-feira.
Roth também admitiu que o Inter teve atuação técnica muito abaixo do esperada na tarde deste domingo. E prevê outros jogos difíceis, principalmente, em Porto Alegre. “Os adversários têm conseguido nos marcar aqui e impedido o bom nível técnico em casa. Ele nos trazem muitas dificuldades pois marcam muito bem”, argumentou, referindo-se à tática de vários times que, ao buscarem o empate fora de casa, apertam a marcação.
O treinador, que comandava o Vasco antes de vir para o Inter, analisou a atuação do ex-clube. “No primeiro tempo, fomos completamente envolvidos pelos jogadores do Vasco. As dificuldades do Inter foram criadas pelo adversário e o grupo do Vasco está de parabéns”, elogiou.
Quem também recebeu elogios foi o atacante Edu, responsável pelo gol que deu a vitória ao Colorado, apesar da atuação do time “incrivelmente abaixo da normalidade”. “Ele é um jogador inteligente e, taticamente, foi muito bem. Fez um gol lindo”, avaliou o treinador.
Ao ser questionado sobre o potencial da Inter, de Milão, possível adversária do Inter no Mundial da Fifa, Roth ressaltou que a sua equipe tem condições de superar o time europeu. “Não tenha dúvida que - em qualquer situação, em qualquer momento, em qualquer campo - o Inter enfrenta a Inter de igual para igual”, garantiu o técnico, que fez questão de lembrar que o próprio Inter já havia “feito história em cima do Barcelona”, em 2006.