
Depois do voo do Inter sofrer um atraso em Lagos, na Nigéria, onde parou para fazer reabastecimento, o clube gaúcho aterrisou em solo árabe às 15h30min (9h30min horário de Brasília). Ainda no avião, Celso Roth disse que o percalço não será suficiente para uma mudança nos planos de treino desta quinta-feira.
A viagem até Abu Dhabi, que tinha tudo para ser tranqüila, foi difícil e muito mais cansativa. Até o avião, apesar de grande, não apresentava o conforto esperado. Os percalços, porém, não diminuíriam o clima de confiança. Em parte pelo mau momento do principal rival no Mundial, a Internazionale, os colorados chegaram aos Emirados Árabes confiando no título.
O Airbus decolou da pista do Aeroporto Salgado Filho com um atraso de 90 minutos. Dentro, cerca de 240 passageiros, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores. Foi um voo colorado. Apesar de não haver bebidas alcoólicas a bordo - um pedido da direção do Inter, houve canto dos gritos de guerra, do hino, batucada e muita conversa. A alegria, enfim, imperava. Foi assim até a parada para reabastecimento em Lagos, quando um pleito inesperado de 800 dólares travou a delegação por quase de cinco horas na Nigéria e quase atrapalhou os planos da comissão técnica para o primeiro dia de trabalho em Abu Dhabi.
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Voltemos ao primeiro e tranqüilo trecho da viagem: os jogadores, confortavelmente instalados na primeira classe, não tiveram acesso aos torcedores, mas esses arranjaram um jeito de “energizar” a viagem cantando em boa parte do trecho até Lagos, na Nigéria. O único a romper a barreira que separava a delegação da torcida foi D´Alessandro, que fez uma visita ao setor traseiro do avião e distribuiu autógrafos mostrando simpatia.
Aí, veio a parada para reabastecimento. Após mais de oito horas de viagem, o Airbus A 330 tocou o solo de Lagos às 9h30min (horário brasileiro). Houve confusão, informações desencontradas e muita demora. Os dirigentes colorados do primeiro escalão foram chamados à cabine de comando para negociar. Funcionários do aeroporto teriam pedido 800 dólares para liberar a entrada da comida no avião e a decolagem sob a alegação de que a rota de vôo havia sido alterada.
“O Inter, numa missão tão importante como essa, não pode ficar a mercê de 800 dólares para esse pessoal. Vamos ter de pagar”, revoltou-se um dirigente.
Houve relutância. Até que dirigentes voltam da cabine aliviados informando que o tal pagamento havia sido feito. O certo é que a comida apareceu. O avião foi reabastecido e, não sem antes mais alguns pequenos e menores percalços, seguiu viagem. Com horas a mais de cansaço, abatidos pela falta de comida e até bebida, os torcedores recolheram-se. Depois do jantar à bordo, o clima esfriou. Afinal, o dia começaria em Abu Dhabi com atraso.
Maurício Feijó, responsável pelo fretamento do voo, negou o pagamento dos 800 dólares. Segundo ele, o atrasou foi resultado da falta de organização do aeroporto, que não concatenou os abastecimento de água potável, combustível e comida ao avião. “Não estavam preparados”, lamentou. No entanto, Feijó lembrou que o comandando tomou um rota alternativa de Lagos até Abu Dhabi que encurtou o caminho em duas horas. No final das contas, portanto, o prejuízo foi de três horas.