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Roth descarta alteração no treino por causa de atraso no voo

Percalços não diminuíram clima de confiança entre os jogadores

Delegação colorada posa para foto em Hotel de Abu Dhabi
Delegação colorada posa para foto em Hotel de Abu Dhabi Foto : Alexandre Lops / Divulgação Inter / CP


Depois do voo do Inter sofrer um atraso em Lagos, na Nigéria, onde parou para fazer reabastecimento, o clube gaúcho aterrisou em solo árabe às 15h30min (9h30min horário de Brasília). Ainda no avião, Celso Roth disse que o percalço não será suficiente para uma mudança nos planos de treino desta quinta-feira.

A viagem até Abu Dhabi, que tinha tudo para ser tranqüila, foi difícil e muito mais cansativa. Até o avião, apesar de grande, não apresentava o conforto esperado. Os percalços, porém, não diminuíriam o clima de confiança. Em parte pelo mau momento do principal rival no Mundial, a Internazionale, os colorados chegaram aos Emirados Árabes confiando no título.

O Airbus decolou da pista do Aeroporto Salgado Filho com um atraso de 90 minutos. Dentro, cerca de 240 passageiros, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores. Foi um voo colorado. Apesar de não haver bebidas alcoólicas a bordo - um pedido da direção do Inter, houve canto dos gritos de guerra, do hino, batucada e muita conversa. A alegria, enfim, imperava. Foi assim até a parada para reabastecimento em Lagos, quando um pleito inesperado de 800 dólares travou a delegação por quase de cinco horas na Nigéria e quase atrapalhou os planos da comissão técnica para o primeiro dia de trabalho em Abu Dhabi.

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Voltemos ao primeiro e tranqüilo trecho da viagem: os jogadores, confortavelmente instalados na primeira classe, não tiveram acesso aos torcedores, mas esses arranjaram um jeito de “energizar” a viagem cantando em boa parte do trecho até Lagos, na Nigéria. O único a romper a barreira que separava a delegação da torcida foi D´Alessandro, que fez uma visita ao setor traseiro do avião e distribuiu autógrafos mostrando simpatia.

Aí, veio a parada para reabastecimento. Após mais de oito horas de viagem, o Airbus A 330 tocou o solo de Lagos às 9h30min (horário brasileiro). Houve confusão, informações desencontradas e muita demora. Os dirigentes colorados do primeiro escalão foram chamados à cabine de comando para negociar. Funcionários do aeroporto teriam pedido 800 dólares para liberar a entrada da comida no avião e a decolagem sob a alegação de que a rota de vôo havia sido alterada.

“O Inter, numa missão tão importante como essa, não pode ficar a mercê de 800 dólares para esse pessoal. Vamos ter de pagar”, revoltou-se um dirigente.

Houve relutância. Até que dirigentes voltam da cabine aliviados informando que o tal pagamento havia sido feito. O certo é que a comida apareceu. O avião foi reabastecido e, não sem antes mais alguns pequenos e menores percalços, seguiu viagem. Com horas a mais de cansaço, abatidos pela falta de comida e até bebida, os torcedores recolheram-se. Depois do jantar à bordo, o clima esfriou. Afinal, o dia começaria em Abu Dhabi com atraso.

Maurício Feijó, responsável pelo fretamento do voo, negou o pagamento dos 800 dólares. Segundo ele, o atrasou foi resultado da falta de organização do aeroporto, que não concatenou os abastecimento de água potável, combustível e comida ao avião. “Não estavam preparados”, lamentou. No entanto, Feijó lembrou que o comandando tomou um rota alternativa de Lagos até Abu Dhabi que encurtou o caminho em duas horas. No final das contas, portanto, o prejuízo foi de três horas.

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