No texto, o diretor de futebol Adalberto Baptista se dirige ao presidente do Inter, Giovanni Luigi, e exige que o clube gaúcho "deixe imediatamente de submeter Oscar a treinamentos ou praticar qualquer ato que estimule ou incentive o atleta a descumprir contrato vigente com o São Paulo". Caso não tenha suas solicitações atendidas imediatamente, o São Paulo afirma que "não restará outra alternativa" senão requerer sanções e reparações.
Na carta ao Inter, lembra que o clube gaúcho infringe o caput 240 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) e, por isso, pode ser punido com multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 60 a 180 dias. É lembrado, também, que a Fifa costuma punir clubes que praticam aliciamento.
Para a diretoria tricolor, o Internacional "não apenas desrespeita suas tradições e o Poder Judiciário, como também comete ilícito civil e desportivo". Oscar, que conseguiu na Justiça a rescisão contratual com o São Paulo, assinou com o Inter em junho de 2010. O clube paulista recentemente conseguiu reverter a decisão em segunda instância e, há uma semana, a CBF voltou a registrar Oscar como sendo jogador do São Paulo, cancelando qualquer vínculo com o Inter.
"A ação voluntária do Internacional de continuar tratando o atleta como seu empregado está impedindo ou, no mínimo, estimulando-o a não retornar às atividades no São Paulo, que não consegue exercer seu direito de utilizá-los nos treinos e competições, causando grave prejuízos institucionais, financeiros e desportivos ao São Paulo", diz a carta. "Ademais, ao submeter o atleta a treinamento, mesmo sem vínculo válido, o Inter está expondo-o ao risco de lesões físicas, que, se ocorrerem, poderão ensejar danos esportivos e financeiros ao São Paulo."