Em de
terminada época do ano passado, os dirigentes mais entusiasmados chegaram a imaginar o Inter com 150 mil associados. A projeção, porém, ficou para trás. Apesar dos esforços de fidelização praticados, o número de sócios em dia diminui desde agosto, quando o time caiu da Libertadores. A boa notícia é que o Inter fechou 2015 com mais sócios do que na mesma época do ano anterior: em dezembro de 2015, tinha 91.780 sócios em dia. Em dezembro de 2014, eram 87.936. No melhor momento do ano, em agosto, foram 103.412.
A ideia é crescer mais. Em 2015, o quadro social sozinho deixou R$ 66 milhões nos cofres colorados. O objetivo é, apesar da crise que breca a economia brasileira, arrecadar R$ 75 milhões em 2016 — mesmo sem aumentar a mensalidade, que vai cruzar o ano sem reajustes. “Temos que valorizar o associado. Repetir as ideias e projetos que deram certo e criar coisas novas. O desafio é grande, mas possível”, observa o diretor de administração do clube, Fabrício Berto.
Ele conta que em março o clube deverá lançar um novo aplicativo, ferramenta que permitirá aos associados comprarem ingressos e pagaram suas mensalidades usando o telefone celular, entre outros serviços. Outro projeto que será incrementado é o Gigante de Vantagens, que dá descontos em postos de gasolina, planos de saúde, restaurantes, farmácias e em uma série de outros estabelecimentos.
“Temos convênio com uma rede de postos. Eles venderam mais de 200 mil litros de combustível só para sócios do Inter. Então, é bom para eles, que vendem mais, bom para o Inter, que concede um benefício extra ao seu quadro social, e bom para os associados, que pagam 10 centavos mais barato por cada litro de gasolina. Todo mundo ganha”, continua Fabrício Berto.