Antes de pensar no Gre-Nal do próximo domingo e no jogo de volta contra o Peñarol, na próxima quarta, Falcão disse que iria “jantar e tomar um bom vinho”, em uma clara demonstração de satisfação pelo resultado.
O treinador colorado destacou o crescimento do Inter após o intervalo: “O primeiro tempo não foi ruim, mas o segundo foi muito bom”, analisou ele, que atribuiu a melhor aos jogadores. Os gritos da torcida e as seguidas faltas do Peñarol não tiraram a tranquilidade de Falcão: “Em nenhum momento eu senti que a gente pudesse tomar o segundo gol”, contou. Para ele, o time ainda precisa melhorar, embora esteja em um bom estágio sob seu comando: “O time está jogando mais do que eu imaginava com meia dúzia de treinamentos. Isso é bom demais”.
Um dos responsáveis pelo empate do Inter no Centenário foi Oscar. O meia saiu do banco e fez um grande lançamento, que resultou no gol de Leandro Damião. Oscar havia perdido a posição para Andrezinho, de boas atuações desde a chegada de Falcão. O técnico lembrou o Mundial de 2006 para exaltar a força do grupo. “Eu não chamo de reserva. Chamo de jogadores que não estão sendo aproveitados no momento. A jogada mais importante da história de 102 anos do Inter saiu do banco, que foi o Adriano Gabiru.”
“Aqui quem decide são os jogadores”
Falcão também salientou o bom diálogo dele com os atletas. “Aqui quem decide são os jogadores”, afirmou. Segundo ele, nem sempre técnico e quem está dentro de campo têm a mesma visão da partida e a conversa entre as partes pode melhorar o rendimento.
Outro segredo, para Falcão, é manter o controle de jogo e, assim, não se desgastar: “Não pode ter desgaste emocional, de ficar correndo atrás da bola. Tem que se desgastar fisicamente”, disse o treinador, que, dono de uma refinada técnica, ordenou: “ Não quero chutão para qualquer lado”.