Para o vice-presidente de futebol Roberto Siegmann, a presença colorada na decisão não deve ser prejudicada pela confederação brasileira. "A CBF sempre teve sensibilidade com os clubes e confio numa eventual liberação. Além disso, é do interesse dela porque representamos o Brasil na Libertadores. Se chegarmos à final da Libertadores deste ano, a liberação de qualquer atleta terá que acontecer", disse em entrevista ao site do Correio do Povo.
A sensibilidade da CBF, no entanto, não apareceu durante o Campeonato Brasileiro de 2003, quando o Inter teve dois jogadores convocados para a Seleção Brasileira sub- 20 - Daniel Carvalho e Nilmar - e não conseguiu conquistar a classificação para a Libertadores de 2004. Siegmann acredita que o episódio não irá se repetir. "De lá para cá o Inter cresceu muito e adquiriu outro peso no futebol brasileiro", acrescentou.
Siegmann lembrou que a preocupação do Inter não fica apenas nos jogadores de nacionalidade brasileira. "Se alcançarmos a finalíssima, também corremos o risco de perder jogadores para a federação argentina". O dirigente admite que nesse caso a negociação é mais difícil, em razão dos interesses conflitantes. No grupo, o Inter conta com quatro atletas argentinos: D'Alessandro, Cavenaghi, Bolatti e Guiñazu.