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“Se eu treinar só com o time, eles vão me atropelar”, diz Sobis

Atacante do Inter deve intercalar preparação individual e coletiva

Se eu treinar só com o time, eles vão me atropelar, diz Sobis
Se eu treinar só com o time, eles vão me atropelar, diz Sobis Foto : Vipcomm / CP
O atacante Rafael Sobis falou, em entrevista exclusiva à Rádio Guaíba, sobre a expectativa de seu retorno ao Inter, após quatro anos jogando no futebol europeu e asiático. O jogador disse estar bastante feliz e otimista, mas enfatizou que precisará se preparar antes de treinar com o time principal. “Em princípio, amanhã pela manhã eu começo treinando separado e à tarde a ideia é treinar com o grupo. Preciso intercalar com o Élio (Carraveta, preparador físico do Inter) e com o time. O pessoal está muito bem preparado e eu me sentiria muito mal. Eles iriam me atropelar”, confessou.

Sobis contou que deve prestar a atenção no modo como Celso Roth orienta os outros atacantes. “Vou tentar me adaptar da melhor forma possível ao que ele pedir”, afirmou. Assim como Carraveta, o jogador disse que deve estar pronto para atuar até sexta-feira. Dessa forma, aumentam as chances de Sobis estar presente no primeiro jogo da semifinal da Libertadores, contra o São Paulo, caso seja liberado pela CBF.

O atacante falou também sobre as principais características que adquiriu ao jogar no Real Betis, da Espanha, e no Al-Jazira, dos Emirados Árabes. “Na Europa eu ganhei em termos táticos porque os times adversários eram muito bons nesse aspecto e precisávamos estudar para aprender a nos defender”, explicou. Já na Ásia, o ganho foi ofensivo. “Éramos o melhor time do país, íamos pra cima dos adversários.”

Sobis contou que uma das questões que pesou na decisão de voltar para o Inter foi a chance de disputar um Mundial, fato que ele não teve oportunidade em 2006, ao deixar o time logo após a vitória na Libertadores. “O Al-Jazira ficou em segundo lugar no campeonato que dava vaga ao Mundial no ano passado e nesse ano. Aqui, tenho chance de chegar lá através da Libertadores”, explicou.

O jogador não escondeu sua admiração pelo Colorado como outro fator importante na decisão. “Tudo que eu tenho devo ao Inter. Eu sou colorado, choro por esse time e não escondo isso. Quando estava fora, acompanhei 95% dos jogos, mesmo tendo que acordar de madrugada para isso”, contou.