Inter

"Se o Colorado jogar como na Libertadores, ganhará da Inter", diz Magrão

Volante prometeu acompanhar o Inter no Mundial de Clubes

Volante prometeu acompanhar o Colorado no Mundial de Clubes
Volante prometeu acompanhar o Colorado no Mundial de Clubes Foto : Ricardo Giusti
Magrão transformou a sua casa, uma cobertura no trigésimo andar de um edifício de luxo em Abu Dhabi, em um pedaço do Brasil. Quando recebeu a reportagem do Correio do Povo, na manhã desse domingo, preparava-se para fazer um churrasco com carne trazida especialmente do Rio Grande do Sul. O volante, cuja passagem pelo estádio Beira-Rio marcou principalmente pelos triunfos em Gre-Nais (ele nunca perdeu nenhum clássico contra o Grêmio), promete estar no estádio nos jogos do Inter. Deve levar a família, sobretudo o sogro, um colorado fanático. Magrão conheceu a sua esposa, Paola, em Porto Alegre. "Acho que o Inter chega ao Mundial melhor que os outros times. Se jogar como na Libertadores, chega à final e ganha da Internazionale. As últimas quatro partidas na Libertadores foram uma aula de futebol", analisa.

• Acompanhe todas as notícias do Mundial de Clubes

No último sábado, Magrão jogou e perdeu com o seu Al-Wahda por 4 a 1 para os sul-coreanos do Seongnam Ilhwa ,em jogo válido pelas quartas de final do Mundial de Clubes da Fifa. A partir desse resultado, o Inter deixou de ter um concorrente pelo título e ganhou um fiel e empenhado torcedor.

O volante deixou muitos amigos no Beira-Rio. Entre eles, destaque para o zagueiro Bolívar, com que fala rotineiramente por telefone sobre os mais variados assuntos. Futebol, como não poderia deixar de ser, é um deles. O último contato foi feito na sexta-feira. "O Bolívar é meu amigo para a vida toda. Vou ficar muito feliz vendo ele levantando a taça no próximo sábado. E ver o Inter campeão dá vontade de voltar", revela Magrão, que acordava de madrugada em Abu Dhabi para ver os jogos do Inter pela Libertadores.

Retorno ao Brasil

Uma volta ao Brasil, porém, é complexa no atual momento. Depois de um ano nos Emirados Árabes Unidos, ele ganhou a confiança dos xeques. Após receber algumas propostas de outros clubes do Oriente Médio no meio do ano, teve o salário substancialmente aumentado. Além disso, Magrão é destinatário das melhores regalias oferecidas pelos árabes, como o apartamento onde mora, que pertence ao Al-Wahda.

"Estou feliz. Um dia, quem sabe, posso voltar. Mas agora, é difícil", admite Magrão, que não desmente a preferência por voltar uma dia a morar em Porto Alegre e pisar no gramado do estádio Beira-Rio vestindo a camisa do Inter profissionalmente. Afinal de contas, extraprofissionalmente, ele eventualmente já o faz.


Bookmark and Share