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No último sábado, Magrão jogou e perdeu com o seu Al-Wahda por 4 a 1 para os sul-coreanos do Seongnam Ilhwa ,em jogo válido pelas quartas de final do Mundial de Clubes da Fifa. A partir desse resultado, o Inter deixou de ter um concorrente pelo título e ganhou um fiel e empenhado torcedor.
O volante deixou muitos amigos no Beira-Rio. Entre eles, destaque para o zagueiro Bolívar, com que fala rotineiramente por telefone sobre os mais variados assuntos. Futebol, como não poderia deixar de ser, é um deles. O último contato foi feito na sexta-feira. "O Bolívar é meu amigo para a vida toda. Vou ficar muito feliz vendo ele levantando a taça no próximo sábado. E ver o Inter campeão dá vontade de voltar", revela Magrão, que acordava de madrugada em Abu Dhabi para ver os jogos do Inter pela Libertadores.
Retorno ao Brasil
Uma volta ao Brasil, porém, é complexa no atual momento. Depois de um ano nos Emirados Árabes Unidos, ele ganhou a confiança dos xeques. Após receber algumas propostas de outros clubes do Oriente Médio no meio do ano, teve o salário substancialmente aumentado. Além disso, Magrão é destinatário das melhores regalias oferecidas pelos árabes, como o apartamento onde mora, que pertence ao Al-Wahda.
"Estou feliz. Um dia, quem sabe, posso voltar. Mas agora, é difícil", admite Magrão, que não desmente a preferência por voltar uma dia a morar em Porto Alegre e pisar no gramado do estádio Beira-Rio vestindo a camisa do Inter profissionalmente. Afinal de contas, extraprofissionalmente, ele eventualmente já o faz.