Clemer acaba de liderar o time colorado na conquista do título brasileiro da categoria. Na final, bateu o Grêmio por 3 a 1. Antes, construiu uma campanha de seis vitórias, um empate e nenhuma derrota, perfazendo um aproveitamento de 91%, que faz justiça ao rendimento dos últimos dois anos do time. "O segredo é o trabalho, com seriedade e responsabilidade. Cada um tem de fazer o seu melhor e respeitar o comando. O atleta tem de saber quem manda. Treinador erra, mas nunca é por sacanagem. Os jogadores precisam ser lembrados disto", resume.
O ex-goleiro tem consciência que será, a partir de agora, lembrado sempre que um treinador do time profissional balançar. Aliás, isto já ocorreu nas últimas duas vezes que o Inter trocou de treinador, após as saídas de Dorival Júnior e Fernandão, ambas em 2012.
"Só sou lembrado porque dou motivos. Se estivesse mal, se meu time não ganhasse, ninguém falaria no meu nome. Sou treinador e todo mundo sabe disso. Estou feliz por ser lembrado. Se um dia aparecer a chance, vou estar pronto. Não sou emergente, não vou cair de paraquedas. Estou trabalhando e me preparando", enfatiza o ex-goleiro.
Neste ponto da conversa, fica impossível não estabelecer a comparação com Fernandão. Ambos foram companheiros de time, líderes do grupo que conquistou a Libertadores e o Mundial em 2006. Mas tomaram caminhos diferentes na carreira. Clemer não se esconde. E dá a sua opinião: "Foi uma chance que apareceu. Ele (Fernandão) conhece futebol, mas o dia a dia é outra coisa. De repente, faltou a prática. Ele achou que devia encarar e foi. Mas não vai ser eu que vou julgá-lo", finaliza Clemer, que não fala com o amigo há mais de um mês, desde que ele deixou o Inter.