A próxima “final” será um confronto direto, contra o Botafogo, no Engenhão. Bolatti, suspenso, será desfalque pelo terceiro cartão amarelo, mas Guiñazu retorna da seleção argentina e fica à disposição.
Um gol (e três pênaltis não marcados)
Diante de um Beira-Rio que em nada lembrava a lotação dos jogos contra Fluminense e Corinthians – nem 10 mil colorados foram ao estádio nesta quarta – o Inter começou no ataque. O setor contava com dois homens, e o acréscimo no setor ofensivo correspondeu às expectativas. Já aos 8 minutos, Gilberto estava no lugar certo depois que Marcelo Lomba espalmou o chute de D'Alessandro. A bola sobrou entre ele e o gol, e o único trabalho foi encostar para as redes.
Com o placar aberto, o Inter foi aos poucos recuando, esperando os visitantes. O Bahia tentou mostrar suas garras. Mas faltou qualidade. Junior exemplificou a carência aos 20, quando pegou “de chiripa” dentro da área colorada. Sorte de Muriel, que não teve muito com o que se incomodar. Cinco minutos depois, D’Alessandro recebeu na direita após uma boa troca de passes no ataque. Com classe cruzou e Damião cabeceou. Fabinho evitou o gol usando o braço. Mas o árbitro Paulo César Oliveira não viu. Damião foi à loucura.
Tentando fazer seu time reagir, Dodô costurou grande jogada na ponta esquerda, se livrou de Nei e foi parado por uma sola de Bolívar. Em vez de pênalti, o árbitro marcou tiro livre indireto – e precisou ouvir reclamações dessa vez dos tricolores. Dodô, com entorse, precisou ser substituído. Na cobrança, Junior pegou muito mal e desperdiçou boa chance para empatar.
No outro lado, Gilberto tentou marcar o segundo e quase conseguiu aos 38, quando chutou com estilo da meia-lua. A bola passou perto. A resposta baiana foi quase imediata, com Lulinha. A conclusão dele só não entrou porque Muriel estava bem posicionado. Nos acréscimos, Diego Jussani corta o escanteio do Inter com a mão, na área. Todos os jogadores do Inter viram – e reclamaram – mas Paulo César Oliveira levantou o braço apenas para encerrar o primeiro tempo, para desespero dos colorados.
Segundo tempo ameno
O cronômetro mal tinha cruzado os 60 segundos, e o Inter já tinha uma boa chance no segundo tempo. E na cobrança de falta, D’Alessandro testou os reflexos de Marcelo Lomba. Quase. Só que o ritmo não se manteve. E, mesmo tendo maior posse de bola, os colorados não pressionaram com afinco.
Joel Santana aproveitou e mandou Carlos Alberto a campo, aos 23. O ex-gremista deu mais movimentação ao meio-campo dos visitantes, que passaram a rondar a área colorada, ainda que sem criar grandes oportunidades. Do outro lado, Oscar e D’Alessandro abusaram de errar a medida nos cruzamentos, facilitando as coisas para a defesa do Bahia.
As melhores chances para ampliar ocorreram apenas depois dos 41. Primeiro, D’Alessandro carimbou a trave esquerda de Marcelo Lomba em cobrança da falta sofrida por João Paulo – que entrou antes no lugar de Gilberto. No minuto seguinte, Oscar se livrou da marcação e cruzou para Damião, que teria o gol livre se não fosse a intervenção de Diego Jussani, que manteve a vitória do Inter magra, tímida, mas eficiente.
Brasileirão 2011 - 35ª rodada
Inter 1
Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Moledo e Kleber; Bolatti, Tinga (Sandro Silva), D'Alessandro e Oscar; Leandro Damião e Gilberto (João Paulo). Técnico: Dorival Júnior.
Bahia 0
Marcelo Lomba; Marcos, Diego Jussani, Danny Morais e Dodô (Hélder); Fahel (Carlos Alberto), Fabinho, Diones e Magno (Nikão); Lulinha e Júnior. Técnico: Joel Santana.
Gol: Gilberto (8/1º);
Cartões amarelos: Kleber, Bolívar, Bolatti, Nei e Sandro Silva; Fahel e Marcos;
Arbitragem: Paulo César Oliveira (Fifa-SP), com Herman B. Vani (SP) e Danilo Simon Manis (SP)
Público: 8.541 torcedores
Local: estádio Beira-Rio.