A irritação de Siegmann começou com a expulsão de Guiñazu. Ele considerou o primeiro cartão amarelo um exagero. Mas o que parece ter mais incomodado o dirigente foi a decisão de Márcio Chagas de mandar as cobranças de pênalti para o gol do Gigantinho, próxima à torcida do Grêmio: “Não há dúvida que a intenção dele não era ser imparcial”, esbravejou. “Acredito em má intenção. Eu sou a voz da torcida”, continuou.
Bastante irritado nas reclamações, ele extrapolou os limites de campo ao criticar Márcio Chagas: “Ele foi criado dentro do Grêmio”, reclamou, afirmando que o pai do árbitro foi diretor de futsal do Grêmio.
Além do árbitro, um dos alvos do vice de futebol colorado foi o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto – com quem discutiu ainda no gramado. “A minha indignação com o presidente da FGF, que é meu amigo, é que a FGF não pode acatar isso.”
Dirigente evita discussão com Renato
Siegmann, porém, evitou a discussão com o técnico Renato Portaluppi – que afirmou não conhecer o dirigente colorado e disse que ele precisaria colocar uma “melancia na cabeça”. “Ele é funcionário do Grêmio, não vou responder para ele. Ele que converse com um funcionário do Inter, o Osmair (chefe da segurança) ou quem quer que trabalhe no clube", rebateu Siegmann. "O Renato foi um grande craque, mas não foi um exemplo em inúmeras coisas", atacou.