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Siegmann: "Sintonia com Luigi acabou no nosso nascimento"

Ex-dirigente deixou claro o descompasso entre a sua postura e a do presidente do Inter

Siegmann: Sintonia com Luigi acabou no nosso nascimento
Siegmann: Sintonia com Luigi acabou no nosso nascimento Foto : Wesley Santos / AE / CP
Em uma entrevista coletiva marcada por fortes declarações, o ex-vice de futebol do Inter Roberto Siegmann se despediu do cargo nesta segunda. Irritado algumas vezes, o dirigente foi franco ao abordar diversos assuntos. E, ironicamente, deixou claro o descompasso entre a sua postura e a do presidente Giovanni Luigi. Questionado sobre quando acabou a sintonia entre os dois, Luigi respondeu: "Quando acabou sintonia? Talvez no nosso nascimento."

A relação com a presidência marcou boa parte da fala de Siegmann. "Eu tenho divergência de postura com Luigi. Ele tem seu jeito, que eu respeito. Eu tenho o meu. Posturas absolutamente distintas", garantiu. "Luigi é um pouco mais lento. Acho que essa questão das contratações acentuou isso".

O ex-dirigente revelou que se sentiu incomodado com a forma que o ex-assessor técnico Julinho Camargo saiu do Inter para acertar com o Grêmio. "A saída do Julinho me pegou absolutamente de surpresa. Soube às 22h (de sexta), muito embora ele já falasse com o presidente desde de manhã. Me desagradou muito.O vice de futebol não pode ser o último a saber", lamentou. "Teria interferido para que isso não acontecesse", disse.

Contratações

Siegmann afirmou que o Inter precisava renovar o plantel desde o final da Libertadores de 2010. Segundo ele, o processo foi iniciado, mas esbarrou em questões financeiras. "Inter tem um déficit significativo. Com o dinheiro do Inter, não há possibilidade de fazer (contratações)". Mas o ex-dirigente disse que discordou da forma como isso era passado para a torcida colorada. "Se há necessidade de contratar, e eu não tenho dinheiro para isso, tenho que falar para a torcida. Não podemos pegar por inércia. Se não há possibilidade, temos que dizer o porquê".

Influência de Fernando Carvalho

Roberto Siegmann deixou claro que mudanças precisariam ser feitas no grupo do Inter. Mas a influência do ex-presidente Fernando Carvalho teria barrado algumas dessas renovações.  "Não tenho dúvida da grandeza do Índio, Bolívar. Mas eu entendo futebol assim: dinâmico, feito de ciclos. A renovação do Bolívar é algo que foi feito pelo presidente Luigi atendento pedido do Fernando Carvalho".

Volta de Fernandão

O ex-dirigente garantiu que foi contra a contratação do Fernandão como diretor-executivo do clube. "Houve uma intenção manifestada pelo presidente há um tempo e me posicionei contrário. Temos que quebrar uma lógica aqui.  Não dá para voltar ao passado. Temos que olhar o presente" disse. "Fernandão foi ídolo, mas pelo que sei não se encaixa na realidade do Inter".

Contratação de Falcão

"Falcão foi escolha minha", assumiu Siegmann. Para o ex-dirigente, o técnico encontrou dificuldades no começo, mas estava encontrando a forma da equipe jogar.

 

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