“O trabalho do Dunga é muito bom, mas tem alguns fatores que teremos que corrigir. São coisas que vão dar resultado no curto prazo, mas outras no médio e longo”, comentou o diretor, que se posicionou contra mudanças bruscas. “No futebol a gente deve sempre evitar a revolução. A reforma é preferível à revolução, que a gente não sabe como termina”, acrescentou.
Mesmo que o Inter tenha caído para a sétima posição da tabela e esteja a 19 pontos do líder Cruzeiro, Souto de Moura disse que acredita no título do Brasileirão, embora já admita que a missão é quase impossível. “Enquanto houver chances matemáticas, a gente não vai jogar a tolha. Num cenário realista, nas rodadas que nos faltam, o Cruzeiro teria que fazer 50% de aproveitamento e o Inter 100%. Daí seríamos campeões. Isso matematicamente é possível, mas improvável”, projetou.
O fraco desempenho do Colorado no ano se deve a “um conjunto de fatores”, conforme o diretor. “Às vezes você faz a coisa da forma mais apurada possível, mas o resultado não vem. São várias questões, uma delas é o desgaste que não permite que alguns jogadores atuem repetidamente. Não podemos fazer terra arrasada”, salientou.