“A união que faltou no final do ano passado agora se conseguiu no Inter, por incrível que pareça. Isso me deixa um pouco espantado. Pedem eleições sempre, menos para o presidente do Conselho. Acho que esse discurso demagógico está saturado”, comentou o dirigente, acrescentando que o principal ponto é a administração financeira do Inter: “Minha preocupação é como esses acordos vão influenciar a questão financeira do futebol do clube. É isso que eu externei para o presidente Giovanni Luigi (em reunião na semana passada)”.
Ibsen respondeu que não se preocupa com as críticas de dirigente insatisfeitos com a escolha de seu nome. “Estaria preocupado se fosse uma unanimidade, porque toda unanimidade é burra. Sou o candidato da unidade e acho que isso é bom para o ambiente do clube. É um direito de cada um manifestar sua opinião e não preciso comentar isso”, declarou o futuro presidente do Conselho colorado.
Modelo político em discussão
O modelo político do Inter também foi alvo de Moura: “A gente defende a governança corporativa, que define a participação de todos os sócios da instituição, de acordo com sua situação. Assim, vai garantir eleições e que esses acordos entre grupos não ocorram”, argumentou o dirigente. Ibsen preferiu não entrar em polêmica, mas garantiu que sua administração vai contribuir com o futuro do clube: “Vai ser uma parceira da gestão, mas não é co-administradora. Eu me dedicarei a ajudar a instituição e contribuir no que for possível com a gestão do Luigi”
Além de do novo presidente, o CD do Inter terá Geraldo Costa Da Camino, do Convergência Colorada, como vice-presidente. O Conselho Fiscal, instância que analisa as contas da diretoria, será presidido por Eduardo Knijnik, também do Convergência.