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Técnico do Ypiranga: "Muito do que acontecer no primeiro jogo vai condicionar o segundo"

Em entrevista exclusiva, Raul Cabral avalia o crescimento da equipe durante o Gauchão, relembra a vitória na primeira fase e projeta o reencontro com o Inter neste domingo, em Erechim

Raul Cabral, treinador do Ypiranga, espera crescimento da equipe na reta final do Gauchão
Raul Cabral, treinador do Ypiranga, espera crescimento da equipe na reta final do Gauchão Foto : Matheus Weschenfelder / Ypiranga / CP

Raul Cabral está desde o ano passado no comando do Ypiranga. O treinador chegou na metade da Série C, competição que o time gaúcho ficou pelo caminho em 2025, mas espera ter mais sucesso em 2026. Antes dela começar em abril, porém, tem também a estreia na Copa do Brasil nos próximos dias. E antes de tudo isso, os duelos contra o Inter nas semifinais do Gauchão.

O primeiro confronto é neste domingo, às 20h30min, no Colosso da Lagoa, estádio onde os donos da casa não perdem para o Colorado desde 1992. Curiosamente na primeira fase o Canarinho impôs ao adversário deste fim de semana a única derrota na competição.

O confronto, no entanto, agora é eliminatório. Durante a preparação para a partida na semana, o treinador conversou com exclusividade com a reportagem. Confira abaixo a entrevista.

O Ypiranga há alguns anos vem se preparando para dar um passo maior do que os que vem dando. Chegou a decidir um Gauchão contra o Grêmio, por exemplo. Como avalia o trabalho até aqui?

Acredito que estamos em um processo de construção do elenco e da equipe. Tivemos uma grande reformulação em relação à temporada passada. Estamos conhecendo melhor os atletas e vendo os melhores encaixes. Esse processo faz o time atuar cada vez melhor, mas com oscilações normais. Agora é pensar nesse jogo contra o Inter.

Contra o Caxias no 2 a 0, no Centenário, pelas quartas de final, o time jogou a melhor partida no Gauchão?

Foi realmente o que tivemos o equilíbrio melhor. A gente vinha cobrando isso dos atletas, de ter um padrão de organização e ser agressivo com e sem bola. Tivemos atitude de jogo decisivo. O time competiu demais, ganhou os duelos e foi eficiente. Espero que a gente continue nesse crescimento.

Quem diferenças imaginas encontrar em relação ao 2 a 1 do jogo da primeira fase?

Acho bem diferente por ser mata-mata. Altera as características, mas alguns aspectos se mantém em relação a organização das equipes. Importante é conseguir estar organizado para enfrentar um grande time que é o Inter, um grande adversário.

As partidas do mata-mata sugeriram que pode haver surpresas ainda no Gauchão. Como enxergaste os confrontos, principalmente o do Inter contra o São Luiz de Ijuí?

Assisti alguns jogos do Inter. Foi um jogo bem parelho contra o São Luiz que teve boa resistência, mas creio que a qualidade técnica fez o time aproveitar as melhores chances e sair com a vitória. Juventude e São José foi bem atípico com o Ju conseguindo a virada na base da vontade. Nosso jogo foi equilibrado, mas conseguimos fazer o resultado no começo para controlar até o final. Acho que as semifinais serão novamente jogos pesados e muito do que acontecer no primeiro vai condicionar o segundo.

No ano passado, o Ypiranga ficou de fora por pouco na segunda fase na Série C. E daqui duas semanas estreia na Copa do Brasil. O maior objetivo no ano é a Série C pelo calendário mesmo?

O Ypiranga tem objetivos pré-determinados. Um deles era conseguir a vaga na Copa do brasil e conseguimos atingir. Agora é tentar chega na final do Gauchão e posteriormente brigar por algo a mais. Daqui duas semana estreamos na Copa do Brasil, competição importante para o clube pelo aspecto de visibilidade e financeiro. E a Série C é a competição alvo. Vamos ter um tempo de preparação após o Gauchão e o enfoque será nos ajustes para iniciar bem e brigar por algo a mais que é um dos objetivos do clube.