O aplicativo do Convergência, na visão do integrante Caio de Santi, é uma mostra do conceito do movimento político, cujos integrantes têm, em sua maioria, menos de 40 anos e são oriundos de outros três movimentos Interação, Internetbv e Inter2000. “São cabeças novas que pensam, digamos, de forma mais moderna”, descreveu ele, que além de conselheiro do clube é arquiteto, que participa da comissão de obras da reforma do Beira-Rio. “O movimento é recente, mas não é um grupo inexperiente”, destacou Caio, que garante que a chapa tem aumentado ultimamente. “O crescimento em redes sociais a gente nota diariamente.”
Esta linha de pensamento vai contra à atual diretoria: “Principalmente a questão da gestão do futebol”, ressaltou. O exemplo da discordância dentro de campo é ilustrado com a saída de Fábio Mahseredjian, que deixou o clube em 2011 após ter que dividir a preparação física com Celso de Rezende, contratado a pedido do então técnico Dorival Júnior. “A gente vem falando que quer fazer um departamento de futebol que tenha todos os seus profissionais e que esses profissionais não sejam trocados a cada troca de treinador”, afirmou. “Ele foi para o Corinthians e todo mundo sabe a história e a gente está com muitas lesões musculares.”
Mesmo sem estar no poder e ocupar cargos na direção, o Convergência tem um plano de gestão pronto desde 2010. O documento, conforme Caio, será atualizado para o próximo biênio. No futebol, a ideia é repetir o que o Barcelona faz: “A nossa ideia é que o Inter tenha um padrão de jogo aplicado em todas as categorias, que não fique a cargo do treinador principal”.
