O Inter colhe os primeiros resultados de uma série de investimentos realizados na área da saúde e do desempenho dos atletas. A adoção de softwares de inteligência voltados ao monitoramento físico e a aquisição de novos equipamentos para prevenção e recuperação de lesões contribuíram para uma queda no número de problemas médicos registrados pelo elenco principal ao longo dos primeiros meses da temporada.
De janeiro até o início de junho, o grupo profissional acumulou 17 lesões, número 42% inferior ao verificado no mesmo período do ano passado. Os dados colocam o Colorado entre os clubes com melhor desempenho nesse quesito no Campeonato Brasileiro. De acordo com informações fornecidas pelos próprios sistemas de monitoramento utilizados pelo clube, o Inter foi a segunda equipe com menor incidência de lesões entre os 20 participantes da Série A.
“Trabalhamos com indicadores de saúde semanais e posso dizer que houve uma melhora significativa e uma redução no número de lesões em comparação ao mesmo período do ano passado. Investimos em inteligência e controle para garantir que os jogadores se recuperem mais rápido e o time se mantenha consistente”, afirmou o executivo Fabinho Soldado em entrevista ao Correio do Povo e à Rádio Guaíba nesta quarta-feira.
Além da modernização dos processos internos, outro fator ajudou a reduzir o desgaste do elenco. Sem disputar competições sul-americanas em 2026, o Inter teve um calendário menos sobrecarregado, com menor volume de viagens e partidas, cenário que favoreceu a preservação física dos atletas.
A diferença em relação à temporada passada é evidente. Antes da paralisação do Brasileirão de 2025 para a disputa do Mundial de Clubes, a equipe enfrentava uma grave crise de desfalques. Naquele momento, o técnico tinha 12 jogadores fora de combate. O reflexo apareceu em campo: derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, em Belo Horizonte, e entrada na zona de rebaixamento.