"Era o jogo entre um time focado, empenhado, buscando algo no campeonato, jogando a morrer, e outro que já está pensando no Mundial. Não tem como ser diferente. Por isso, o resultado", definiu Carvalho. "Somos o único clube da América do Sul que tem a disputa do Mundial. Temos que administrar o ranço da torcida e de partes da imprensa", acrescentou o dirigente, reclamando das vaias após a derrota por 3 a 2.
"Acho injustas (as vaias), mas temos que conviver com isso. Fomos campeões da Libertadores há dois meses com destaque destes atletas, mas futebol é assim. Temos que conviver com isso e superar as adversidades", lamentou Carvalho. "Enquanto tivemos vida no Brasileirão, o time esteve focado. Quando perdemos essa condição, a partir dos empates, isso mudou", ponderou o vice-presidente.
Desempenho dos goleiros e confronto com o Botafogo
Questionado sobre que tipo de instrução iria passar ao técnico Celso Roth para a partida contra o Botafogo (rival direto do Grêmio na briga pelo G-4), Carvalho negou que terá qualquer influência. "Não vou falar nada com o Celso, esse assunto não merece reunião. Quero deixar claro que não gosto de perder nada, mas é preciso contextualizar. Não temos nada para fazer no Brasileirão", comentou.
O dirigente aproveitou para elogiar a atuação de Lauro e desmentir que Renan possa ser substituído: "Lauro não teve responsabilidade nenhuma no resultado. Os gols foram indefensáveis. O Renan está aprimorando a parte física e o Celso é que toma essas decisões", concluiu.