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Tendência estrangeira marca pré-temporada do Inter

Nova comissão técnica usa metodologia de atividades curtas e de alta intensidade em Bento Gonçalves

Duração total de cada sessão é de cerca de uma hora
Duração total de cada sessão é de cerca de uma hora Foto : Instagram / Divulgação / CP
Há uma tendência moderna e estrangeira na pré-temporada do Inter. Além do portunhol que rola solto entre a comissão técnica e os jogadores, o ritmo de treinos tem um quê de europeu. Ao menos, é diferente do que a média dos treinadores do Brasil costuma executar. “Para alguns, é novidade. Nós que já tivemos a oportunidade de jogar fora do país, não estranhamos e sabemos que traz muitos benefícios”, avalia Alex.

Nada do antigo método de sucessivos coletivos, rachões e corridas em volta do campo. Debaixo de um calor incomum para a Serra, os jogadores são submetidos a treinos físico-técnicos de curta duração — cerca de 15 ou 20 minutos cada — e altíssima intensidade. As paradas para tomar água são relâmpago. Trinta segundos depois, eles já precisam estar de volta para outra atividade, sempre distinta da anterior, porém no mesmo estilo. A duração total de cada sessão é de cerca de uma hora.

O espaço também é curto. A maioria dos trabalhos são realizados em pequenos quadrados, com toque de bola, muita movimentação e uma série de regras para cumprir. Tudo é feito com supervisão do técnico Diego Aguirre e do preparador físico Fernando Pignatares, que grita orientações o tempo todo.

Pela primeira vez na pré-temporada, o clima esquentou. Foi no fim da tarde de ontem, em um dos treinos de campo reduzido. Por alguma questão referente às regras da atividade, alguns jogadores tiveram uma pequena discussão. Os que mais falaram foram D’Alessandro, Alex, Rafael Moura e Williams. Além disso, as disputas de bola ficaram mais ríspidas. Aguirre promoveu um aperto de mão reconciliatório entre D’Alessandro e Alex. Como se vê, os trabalhos parecem mesmo um ensaio para a Libertadores.