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Tinga admite que jogo contra o Corinthians terá gosto especial

Volante disse que perdeu em 2005 o único título que falta em sua carreira

Protagonista em 2005, Tinga admite jogo especial contra o Corinthians
Protagonista em 2005, Tinga admite jogo especial contra o Corinthians Foto : Marcos Nagelstein / Vipcomm / CP
Se para o técnico Dorival Júnior, o que ocorreu entre Inter e Corinthians no Brasileirão de 2005 já faz parte do passado, para o volante Tinga, não. Mesmo na condição de reserva, ele – que foi protagonista do pênalti não marcado na partida daquele campeonato – considera que o jogo do próximo domingo terá um gosto especial.

“Lembro daquele jogo como dia em que perdi o único título que falta na minha carreira: um Campeonato Brasileiro”, disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira. “Normalmente, imaginava que para ficar marcado numa equipe seria preciso marcar três gols num clássico e de repente as coisas ocorreram de um jeito diferente”, acrescentou.

“Perdemos o título justamente no ano que estávamos mais próximos, com o time acertado e éramos comandados por um cara (Muricy Ramalho) que se transformou em especialista em títulos do Brasileirão”, recordou Tinga.

Inter vem batendo na trave no Brasileirão, afirma Tinga

O volante colorado acredita que uma falha humana foi responsável por acabar com as chances do Inter conquistar o título do Brasileirão. “Ficamos atrás na pontuação e fomos buscar dentro de campo. Um erro nos tirou o título. Então sempre que recordo aquele jogo, lembro da oportunidade que nos foi tirada na competição que o Inter vem batendo na trave.”

Para Tinga, a perda do Campeonato Brasileiro de 2005 foi um divisor de águas para o Inter. “Aquela experiência ajudou a transformar o Inter, porque foi a partir daí que o clube se transformou para ganhar a Libertadores e o mundo”, afirmou, referindo-se aos títulos que o clube conquistou no ano seguinte.

Confiança no retorno ao time titular

Tinga revela que tem vivido momentos difíceis como reserva no Inter. “Apesar disso, eu tenho que me colocar no lugar do treinador, que tem um grupo de quase 30 atletas e tem que definir por apenas 11. Eu acredito no meu potencial e até porque 90% da minha carreira foi jogando como titular. Acredito que perdi espaço, talvez por causa dessa renovação que todos querem e isso é normal no futebol e precisa acontecer”, explicou ele, que saiu do banco no jogo contra o Vasco, dia 9, e marcou gol.







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