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Tinga alerta que jogo no Morumbi será bem diferente da primeira partida

Segundo o volante do Inter, "São Paulo nunca mais vai jogar tão recuado"

Jogadores do Inter sabem que o jogo do Morumbi não vai ter nada a ver com o que passou, diz Tinga
Jogadores do Inter sabem que o jogo do Morumbi não vai ter nada a ver com o que passou, diz Tinga Foto : Lucas Uebel / Vipcomm / CP
Já recuperado de um edema na coxa direita que o tirou do Gre-Nal, o volante Tinga se colocou à disposição do técnico Celso Roth para enfrentar o São Paulo, nesta quinta-feira, no Morumbi, no confronto decisivo por uma vaga na final da Libertadores. Campeão em 2006, ele garantiu que não faltará empenho e vê, no grupo, a mesma vontade de vencer de quatro anos atrás.

"O corpo está à disposição já", brincou o jogador, durante entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira. "Fiz outros tipos de treinamento, mas não deixei de treinar e estou pronto para ficar à disposição do Celso." A última partida disputada por Tinga foi a vitória sobre o Flamengo, pelo Brasileirão. No confronto contra os cariocas, ele precisou ser substituído no segundo tempo.

Mesmo que não tivesse se lesionado, ele não enfrentaria o São Paulo, no jogo de ida das semifinais da Libertadores. De fora, ele assistiu o confronto e fez uma constatação, já prevendo dificuldades no Morumbi: "Nunca mais o São Paulo vai jogar daquele jeito. Nem que eles queiram eles conseguem. Eles não vão conseguir fazer um jogo tão recuado". "A gente conseguiu tirar 1 a 0. Talvez as pessoas achem que a gente poderia ter conseguido mais, mas os jogadores sabem que o jogo do Morumbi não vai ter nada a ver com o que passou."

Tinga destaca força de Inter e São Paulo, mas evita comparações com 2006

Autor do gol do título continental de 2006, o volante está consciente de que haverá comparações com agora. Mas ele não crê em muitas semelhanças: "Vão ter essas comparações com 2006, mas a gente que está envolvido sabe que é uma situação totalmente diferente, por ser uma semifinal. E sempre que se muda jogadores, temporadas, é uma mudança. O que fica de 2006 são os clubes". "Tinha seis times brasileiros e lá estão nós novamente disputando as fases finais."

Ele destacou a motivação dentro do grupo que, segundo ele, está fechado com o técnico Celso Roth, cumprindo todas as orientações do treinador. "Eu estou acreditando muito que as coisas podem dar certo, não por mim, mas pelo grupo."

"Sou mais um soldado querendo vencer essa batalha"

Mesmo sendo comemorado como grande reforço colorado para a partida, Tinga optou pela humildade na hora de comentar o seu retorno ao time: "Eu sou mais um dentro desse grupo. Sou mais um soldado querendo vencer essa batalha. Sou mais um soldado com a mesma disposição de todos".

Ele recordou da infância difícil para assegurar a motivação de tentar vencer novamente o São Paulo pela Libertadores. "Desde que eu me conheço por gente, eu tive que ser diferente para ser o que sou. Aquilo que vi no meu crescimento, o caminho que meus amigos tomaram, eu tive que ser diferente. Eu não posso mudar agora, com 32 anos. A diferença, no futebol, é ganhar um título importante. Repetir ele, já vai ser diferente."

Mundial de 2006 foi de "apertar o coração"

Tinga recordou o Mundial de 2006. Ele, que se transferiu para o Borussia Dortmund logo após o título da Libertadores, estava chegando ao Brasil no dia em que o Inter ganhou do Barcelona. "Consegui pegar uma parte do jogo. Vendo o jogo, foi o único dia em que eu senti um aperto no coração", confessou, destacando que o período na Alemanha foi muito importante para sua carreira.

"Pelo fato de ter ganhado a Libertadores, eu creio que ainda vou jogar o Mundial. Não sei quando. Agora eu tenho uma oportunidade e vou tentar pegar. E isso é o que eu vou fazer junto com o grupo", ressaltou.