A justiça determinou a colocação de tornozeleiras eletrônicas em dez torcedores do Inter ligados a torcidas organizadas que se envolveram em uma briga após o jogo contra o Flamengo, em julho, pelo Campeonato Brasileiro. O confronto causou estragos em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis na avenida Borges de Medeiros.
O titular do Juizado do Torcedor, Marco Aurélio Martins Xavier, decidiu que os envolvidos compareçam em cartório para a colocação do equipamento de monitoramento eletrônico. Onze foram identificados como participantes do tumulto, mas um já havia colocado o aparelho.
O descumprimento da medida pode resultar em prisão. A utilização das tornozeleiras é obrigatória enquanto até o término do Brasileirão. Os torcedores poderão ficar sem os aparelhos até o começo do Gauchão, em 12 de janeiro.
Durante a briga na loja de conveniências em julho, quatro funcionários ficaram feridos. O estabelecimento teve vidros quebrados, garrafas de bebida abertas e roubadas, além dezenas de outros produtos levados. Após a briga o grupo foi encaminhado para o Presídio Central e liberado sem o pagamento de fiança, arbitrada em R$ 10 mil para cada um pela Polícia Civil. Em função de a pena pelos crimes ser inferior a quatro anos, o juiz Carlos Gross concedeu a liberdade condicional sem a necessidade do pagamento.
Torcedores do Inter que brigaram em posto terão que usar tornozeleira eletrônica
Descumprimento da medida poderá resultar em prisão