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Três décadas depois, Falcão tem nova decisão contra uruguaios

Ex-jogador se despediu do Inter em final de Libertadores perdida para o Nacional

Três décadas depois, Falcão tem nova decisão contra uruguaios
Três décadas depois, Falcão tem nova decisão contra uruguaios Foto : CP Memória
Ídolo e símbolo de uma década vencedora, Paulo Roberto Falcão retornou ao Inter na condição de técnico no último dia 11 de abril. De lá para cá, só decisão: mata-matas na Taça Farroupilha – que conduziram o clube à final do Gauchão – e jogos importantes pela Libertadores. Hoje, às 19h30min, no estádio Beira-Rio, diante do Peñarol, o confronto promete ser especial. Ele terá a chance de eliminar uma equipe uruguaia e seguir em frente na Libertadores – um dos poucos troféus que não levantou em sua época de jogador. Foi contra um time do Uruguai – o Nacional, rival do Peñarol – que ele se despediu do Inter, em 1980, antes de ser coroado em Roma. E não foi da forma como ele gostaria, pois levou consigo o vice-campeonato.

A final da Libertadores de 1980, na primeira vez que um clube gaúcho chegou à decisão do torneio, colocou frente à frente Inter e Nacional. O primeiro encontro das duas equipes ocorreu em 30 de julho em um estádio Beira-Rio lotado. Apesar da pressão, as duas equipes ficaram no 0 a 0. Uma semana depois, no Centenário, Victorino marcou o único gol da finalíssima, aos 35 do primeiro tempo, e deu aos uruguaios o bi da América.


 
Falcão antes do confronto diante do Nacional, no estádio Beira-Rio / Foto: CP Memória

Falcão atuou nas duas partidas, em Porto Alegre e no Uruguai. Já negociado com a Roma, o volante teve que ouvir insinuações maldosas de que teria “tirado o pé” para não se lesionar.

Se superar trauma, Falcão repetirá Abel


Em uma carreira vitoriosa como a de Falcão, a derrota poderia passar quase despercebida. No entanto, ele lembra bem e já na sua chegada deixou clara a sua meta à frente do grupo atual campeão: “O Inter maravilhoso que eu participei nunca foi campeão da Libertadores, eles foram”, afirmou ele, em frente a jogadores como D'Alessandro, Rafael Sobis, Bolívar, Tinga e Kleber.

Caso consiga a revanche contra os uruguaios, Falcão repetirá Abel Braga, que também precisou superar um trauma, na Libertadores de 2006. Só que, no caso de Abel, era com os paraguaios. Antes de enfrentar o São Paulo, os comandados de Abel eliminaram o Libertad e deixaram para trás o trauma do Olimpia – que eliminou o Inter na semifinal da Libertadores de 1989.

No 4-3-3 hoje?

Para avançar às quartas de final hoje, o Inter precisa de um empate sem gols. Se o jogo terminar em 1 a 1, a vaga será definida nos pênaltis. Empate com mais gols, o Peñarol avança. Com esse cenário, Falcão testou o Inter no 4-3-3 no treino dessa terça-feira. Entretanto, ele não confirmou a escalação. Oscar e Rafael Sobis disputam um lugar no meio, assim como Tinga, Bolatti e Andrezinho lutam por duas vagas.

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