A final da Libertadores de 1980, na primeira vez que um clube gaúcho chegou à decisão do torneio, colocou frente à frente Inter e Nacional. O primeiro encontro das duas equipes ocorreu em 30 de julho em um estádio Beira-Rio lotado. Apesar da pressão, as duas equipes ficaram no 0 a 0. Uma semana depois, no Centenário, Victorino marcou o único gol da finalíssima, aos 35 do primeiro tempo, e deu aos uruguaios o bi da América.
Falcão antes do confronto diante do Nacional, no estádio Beira-Rio / Foto: CP Memória
Falcão atuou nas duas partidas, em Porto Alegre e no Uruguai. Já negociado com a Roma, o volante teve que ouvir insinuações maldosas de que teria “tirado o pé” para não se lesionar.
Se superar trauma, Falcão repetirá Abel
Em uma carreira vitoriosa como a de Falcão, a derrota poderia passar quase despercebida. No entanto, ele lembra bem e já na sua chegada deixou clara a sua meta à frente do grupo atual campeão: “O Inter maravilhoso que eu participei nunca foi campeão da Libertadores, eles foram”, afirmou ele, em frente a jogadores como D'Alessandro, Rafael Sobis, Bolívar, Tinga e Kleber.
Caso consiga a revanche contra os uruguaios, Falcão repetirá Abel Braga, que também precisou superar um trauma, na Libertadores de 2006. Só que, no caso de Abel, era com os paraguaios. Antes de enfrentar o São Paulo, os comandados de Abel eliminaram o Libertad e deixaram para trás o trauma do Olimpia – que eliminou o Inter na semifinal da Libertadores de 1989.
No 4-3-3 hoje?
Para avançar às quartas de final hoje, o Inter precisa de um empate sem gols. Se o jogo terminar em 1 a 1, a vaga será definida nos pênaltis. Empate com mais gols, o Peñarol avança. Com esse cenário, Falcão testou o Inter no 4-3-3 no treino dessa terça-feira. Entretanto, ele não confirmou a escalação. Oscar e Rafael Sobis disputam um lugar no meio, assim como Tinga, Bolatti e Andrezinho lutam por duas vagas.