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TST dá prazo para São Paulo contestar medida cautelar movida por Oscar

Clube paulista terá cinco dias para contestar decisão do tribunal

São Paulo tem cinco dias para se manifestar sobre imbróglio judicial com Oscar no TST
São Paulo tem cinco dias para se manifestar sobre imbróglio judicial com Oscar no TST Foto : Alexandre Lops / Inter / CP
O ministro Renato de Lacerda Paiva concedeu prazo para o São Paulo se manifestar junto ao Tribunal Superior do Trabalho quanto à medida cautelar ajuizada pelo meia Oscar. O despacho do ministro será publicado nesta quarta-feira no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Após o recebimento dos argumentos do clube paulista, o processo vai retornar ao relator para o exame da liminar.

A medida cautelar pede a suspensão da decisão do Tribunal Regional de São Paulo, que reativou o contrato de Oscar com o São Paulo, no último dia 21 de março. Desde então, o jogador não tem sido utilizado pelo técnico colorado, Dorival Júnior, apesar de seguir treinando no Beira-Rio.

Ontem, o ministro solicitou que os advogados do Inter reunissem mais documentos ao processo. Eles têm prazo de dez dias – a contar dessa segunda-feira – para apresentar o material requerido.

Advogado prevê negociação para quinta-feira

Advogado de Oscar no caso, Vitor Russomano acredita que as partes interessadas no caso – São Paulo, Oscar e Inter – devam negociar na próxima quinta-feira. “Esta negociação se daria apenas em termos de indenização devida por uma ou outra parte”, explicou. “Oscar está até com a liberdade profissional cerceada. Então essa negociação estaria situada em termos corretos: rescisão houve, agora tem que ver a condição econômica.”

O advogado acenou com a possibilidade de que Oscar estaria disposto a pagar cerca de R$ 4,5 milhões de indenização ao São Paulo. “Se for muito acima desse valor é excessivo. Mas isso é uma impressão inicial”, disse Russomano. O clube paulista, porém, quer receber R$ 17 milhões para liberar o jogador.

Se sair acordo, o imbróglio judicial terminará e Oscar deverá retomar as condições legais de jogo pelo Inter – com quem tem contrato até 2016. Caso não haja acerto algum, o processo segue: “Eu vou pedir o trâmite regular e normal da cautelar”, projetou o jurista.

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