Abel Braga negou que a questão financeira tenha sido o empecilho para assumir Inter após queda de Dunga. Segundo o treinador, a decisão foi por ficar um tempo afastado do futebol e aproveitar umas férias prolongadas com a família. “Botei na cabeça que a coisa era aproveitar e só trabalhar em janeiro. E é o que to cumprindo”, disse. “Se não me der esse direito, ninguém vai tirar férias comigo. Vou ter que pegar meu vizinho e dizer ‘pega minha mulher e vai dar uma passeada na Europa’. Não pode ser assim”, garantiu.
“Falaram que ganhava R$ 1 milhão ou R$ 800 mil no Fluminense. Não ganhava. Quando Inter me procurou, proposta era 30% abaixo do que ganhava”, destacou. E Abel deixou claro que dinheiro não será problema para acertar com o Colorado. “Meu camarada, não vou deixar de ir para o Inter por problema financeiro. Tenho identidade tão grande que a única coisa que gosto de azul é calça jeans. Isso tá perpetuado no sangue”, enfatizou.
Para Abel, a identidade com a camisa vermelha fala mais alto. “Tudo que se trata de Inter tem um significado diferente. Não existe negativa, de dizer ‘não’ pro Inter. Não tem como. É como Muricy Ramalho dizer ‘não’ pro São Paulo. A identidade é muito grande”, disse.
Clemer não deve ficar
A forma como Clemer tem conduzido o Inter, dentro e fora de campo, tem entusiasmado os dirigentes. Nos bastidores do CT Parque Gigante não pairam mais dúvidas: o ex-goleiro será um dos técnicos mais importantes do futebol brasileiro nos próximos anos. No entanto, o clube ainda não planeja a sua efetivação já na próxima temporada. O projeto dos dirigentes ainda é contratar Abel Braga.
A ideia é ter Clemer no Beira-Rio servindo como a ligação entre as categorias de base e o grupo principal. Ele indicará jogadores, ajudará Abel Braga - se os esforços para a sua contratação frutificarem - no dia a dia e, com isso, finalizará a sua preparação como técnico.
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