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Vácuo no poder afeta vestiário do Inter

Ausência de um executivo de futebol tem sido evidenciada pelos recentes episódios que tumultuaram o clube

Após entrevista de Fernandão, o grupo fechou pacto para buscar a vaga na Libertadores
Após entrevista de Fernandão, o grupo fechou pacto para buscar a vaga na Libertadores Foto : Fabiano do Amaral
O frustrante empate com o Sport, as reclamações públicas de Fernandão, a entrevista de D’Alessandro e o vai e vem de versões tumultuam a semana colorada e atrapalham a campanha no Brasileirão. Mais: esses últimos episódios evidenciaram a existência de uma espécie de vácuo de poder no vestiário.

Sem a ajuda de um profissional da área, o vice de futebol Luciano Davi não tem dado conta de controlar o grupo, sobretudo depois que Fernandão trocou o cargo de executivo pela casamata. As recentes confusões e a apatia da equipe em campo são os reflexos mais evidentes disso.

Mas, por outro lado, existe um clima de constrangimento no vestiário, um sentimento de débito com a torcida e com o clube. Por isso, há também a promessa de uma reação imediata, começando pelo jogo deste domingo contra o Bahia.

Na reunião de terça-feira, que marcou a reapresentação do grupo após a entrevista de Fernandão, o grupo fechou um pacto até o final do ano. O objetivo é buscar a vaga na Libertadores. “O torcedor pode ter certeza que essa reunião serviu para nos unir ainda mais. O grupo vai reagir e colocar o Inter onde ele merece estar”, enfatiza Edson Ratinho.

Clube ainda mira Ximenes


O Inter não desistiu de contratar Felipe Ximenes, que atualmente presta serviços ao Coritiba. As negociações estão sendo tabuladas pessoalmente pelo presidente Giovanni Luigi. O objetivo é suprir a saída de Fernandão ainda este ano. Outro nome especulado é o de Newton Drummond. No entanto, o profissional, que ficou no clube por mais de dez anos e deixou o Beira-Rio por desavenças com Falcão, quando este era treinador, diz que não foi procurado pelos atuais dirigentes. A volta de Drummond foi sugerida por Fernando Carvalho a Luigi.

No Coritiba, Ximenes tem cargo de superintendente. Ou seja, seus poderes vão além do vestiário. Ele é livre para palpitar até em assuntos administrativos do clube. No Inter, caso seja contratado, o alcance do seu cargo será bem mais limitado.

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